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Daniel   Imprimir 


Estamos na segunda deportação dos judeus para a Babilônia. Faltam quase seis séculos para o advento do Messias,e Nabucodonosor, rei Caldeu, deseja incorporar a sua corte quatro jovens selecionados entre os nativos. Um deles é Daniel, profeta de Jesus, fiel observante da lei mosáica.

Um sonho perturbava Nabucodonosor, ele convoca os melhores adivinhos de sua corte. Nada recorda do sonho, mas tem certeza de que se tratava de grande revelação. Só Daniel, chamado em última instância à presença do soberano, consegue decifrar o mistério. No sonho a estátua pressagia a floração de diversos impérios, uma vez extinto o esplendor Caldeu. E dentre os persas,macedônios, sírios e outros,sobrevirá o império messiânico, indestrutível para todo o sempre.Nabucodonosor, estupefato com os dons de profecia de Daniel, instaura Jesus como o único e verdadeiro Deus.

Morto Nabucodonosor, Dario, deu ouvidos aos inimigos de Daniel e ordenou que o lançassem à cova dos leões, dizendo-lhe: -Que salve o Deus a quem serves!

Puseram uma pedra na entrada da cova e o rei a selou com o seu anel, voltou para o palácio e se recolheu aos seus aposentos.Mas não conseguiu dormir. Levantou-se muito cedo, foi apressadamente à cova e chamou Daniel:

Daniel conseguiu te livrar dos leões? Sim, respondeu Daniel, Deus enviou seu anjo para que não me fizessem mal.

O rei se alegrou e mandou tirar Daniel da cova e nela lançar os homens que o haviam acusado e a seus filhos e a suas mulheres.E antes que chegassem ao fundo, já os leões os tinham devorado (cf. Dn 2).

Vivia na Babilônia um varão chamado Joaquim, casado com Susana, filha de Helcias, muito bela e temerosa a Deus. Seus pais o educaram, segundo a lei de Moisés. Joaquim era rico e tinha um lindo jardim, onde os juízes e anciãos ilustres se deleitavam.

Certo dia Susana saiu ao jardim, e dois anciãos sentiram desejos por ela; e escondidos a espreitavam.

Susana fora se banhar e pediu a suas servas que fechassem o recinto e trouxessem os ungüentos. Assim que as servas saíram, os anciãos se precipitaram sobre Susana dizendo:

Ninguém nos vê.Temos desejo de possuí-la. Entrega-te a nós. Susana pôs-se a chorar e, não querendo pecar diante do Senhor, preferiu que a injuriassem. No dia seguinte, ela foi levada a julgamento e condenada à morte. Mas Susana elevou seu coração ao céu e suplicou:

Meu Deus! Sabes que juraram falso contra mim.Vem em meu socorro!

No momento em que a fariam morrer, o jovem Daniel bradou:

Sou inocente desse sangue. E o povo lhe perguntou: Que significam tuas palavras? Daniel lhe disse:

-Sois tão insensatos, a ponto de condenar esta jovem filha de Israel, sem estabelecer a verdade? Os anciãos lhe disseram: Vem, senta-se em nosso meio e julga.

Daniel separou os dois acusadores e, diante de suas declarações contraditórias. Susana foi declarada inocente e os dois velhos juízes, condenados à morte.


ORAÇÃO:
São Daniel que recebeu de Deus o dom da profecia e por ela mesmo foi injustiçado e condenado á cova dos leões, e que mereceu a proteção divina, seja nosso guia na observância da Palavra de Deus. Amém.
 



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