Santa Brígida ou Brigite, nasceu em Finstad, perto de Úpsala, na Suécia, no ano de 1303 e foi contemporânea de Santa Catarina de Sena. O que elas têm em comum não só singulares dons carismáticos, como êxtases e visões, mas também interesse pela paz entre os Estados e pela unidade dos cristãos. Recebeu uma rígida educação cristã passada por sua austera tia, passando algum tempo na corte como dama da rainha Bianca de Namur. Casou-se aos 13 anos de idade com o príncipe de Nreícia, Wulfom, e teve oito filhos. O casal fundou também um hospital, onde eles mesmos cuidavam dos doentes. Após ter acompanhado o marido em peregrinação ao célebre santuário de Alvastra, onde já vivia um filho deles. Ficou viúva em 1344 recolhendo-se em um mosteiro concluindo aí sua santa vida a exemplo do marido e do filho no abraço do ideal monástico. A nova orientação dada à sua vida serviu para traduzir em ato a idéia: a fundação no ano de 1346 o mosteiro em Vadstena de ordem religiosa que trouxesse o nome do Santíssimo Salvador : Ordem de São Salvador ( brigidinas), da qual mais tarde, sua filha Santa Catarina da Suécia, viria a ser a priora. O mosteiro duplo, de homens e mulheres, que teriam um único encontro na igreja para a oração em comum. O projeto da fundadora teve o apoio do rei da Suécia e se concretizou em 78 mosteiros em toda a Europa. Levava vida austera, chegando a mendigar às portas das igrejas. Foi uma grande mística, cujas experiências de Deus, suas Revelações, publicadas em livro, são a maior prova de seu profundo amor a Jesus e da solidez de sua espiritualidade. No ano de 1372, partiu em companhia da filha, Catarina, e de dois filhos, para a Terra Santa. Sua maior expansão aconteceu após sua morte, que ocorreu em Roma no ano de 1373 e sob a direção de sua própria filha, Santa Catarina da Suécia, Brígida da Suécia foi canonizada em 1391, após 18 anos após a morte. ORAÇÃO: Santa Brígida que se destacou como mulher pública e líder em sua época, seja protetora das mulheres humilhadas, desamparadas e mal amadas do mundo atual, para que tenham o mínimo indispensável de dignidade e de cidadania. Amém.
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