São Domingos nasceu em Caleruega, na Castela Velha no ano de 1170. De família nobre, e de belo rosto, acostumou-se desde jovem, as duras penitências. De caráter metódico e firmíssimo, deu grande importância aos estudos, como premissa indispensável ao dever apologético dos frades pregadores. Aos 14 anos de idade, foi enviado para Palência, onde estudou filosofia e teologia. Como sacerdote e cônego de Osma distinguiu-se pela retidão, zelo, pontualidade nas funções e espírito de sacrifício. Pregou com êxito contra os hereges albigenses, que defendiam a existência de dois princípios, de duas divindades: o Bem e o Mal. Ensinando o desprezo a tudo o que fosse corpóreo, material, Repudiavam o casamento e tudo o que, segundo a concepção maniqueísta, pudesse manchar a alma quando de sua viagem acompanhando seu bispo até a Dinamarca. Estudo e pobreza são os dois pontos principais da Ordem dominicana, o programa de vida dos frades ‘mendicantes’ que vestem o hábito de São Domingos, contemporâneo de outro grande e amado santo fundador, São Francisco de Assis. Deixando ambos no mundo um sinal indelével, embora em breve período da existência terrena. São Francisco morreu com 44 anos de idade e São Domingos com 51. Em Tolosa, nasceu a primeira Casa dos Irmãos Pregadores ou Dominicanos no ano de 1215, frades pobres e estudiosos para que pudessem pregar a doutrina cristã não somente com palavras, mas com exemplos de vida, sem a suspeita de interesses materiais. Domingos deu o primeiro exemplo, caminhando a pés descalços, dormindo no chão, jejuando e vivendo de esmola. Tendo sido um dos importantes inovadores da vida religiosa no século XIII, procurando uma nova forma de estar presente no mundo em transformação. Honório III aprovou a Ordem dos Pregadores, sob a Regra de Santo Agostinho. São Domingos morreu na Bolonha no dia seis de agosto do ano 1221 e foi proclamado santo, 13 anos após a morte, em 1234. |