Mãe – palavra que no português tem apenas três letras, mas de um significado grandioso, pois além de exprimir aquela mulher ou qualquer fêmea que deu à luz a um ou mais seres vivos, sejam eles humanos ou animais, divinizou-se no significado, quando passa a retratar a “Mãe de Deus”, a “Nossa Senhora” ou simplesmente “a Maria do Céu”.
Ela através da Eva bíblica também tem o significado da origem da humanidade e do início da vida, pois tanto na semântica quanto na exegese assim retrata, inclusive servindo de figura poética.
É pois, numa linha poética que a mãe compara-se a uma árvore sofrida das regiões castigadas pela seca ou pelo frio rigoroso, que renascem e voltam a crescer depois de cada inverno. Ainda, podem ser comparadas a força e o vigor com que as árvores podadas refazem sua folhagem e voltam a florir. As mães se parecem e muito com estas árvores sofridas, pois a vida as poda e as castiga, leva seus frutos e flores que elas entregam sem queixumes...
No entanto, há nelas uma força tão poderosa e exuberante, que sempre brotam outras vezes em ramagens viçosas de muito amor, retratadas por milhares de flores de ternura, e muitos frutos de doação e denodo.
As mães na sua velhice, mesmo podendo ser troncos cansados, ainda podem soltar novos ramos, e quanto mais velhos ficam, mais doces são seus frutos.
A mãe como mulher deve ser pois, valorizada e apoiada, pois Maria Santíssima é mulher. É “a bendita entre todas as mulheres “ (Lc 1,42), tendo sido através dela que Deus dignificou as mulheres, elevando-as a uma dimensão não imaginável. Foi ainda em Maria que a “boa nova” do evangelho do Cristo – seu único e eterno Filho, penetrou nas mulheres e a partir dele consegue distribuir feminidade, exaltando-as e redimindo-as dos revezes que elas sofreram e sofrem ao longo da história da humanidade.
Maria se mostrou mãe humana quando sentiu a falta do Filho perdido na multidão, então a serviço do Pai no Templo. Também se fez presente na divinização do Filho, quando nas Bodas de Caná disse: “Fazei o que Ele vos disser ” ( Jo 2,5), ou ainda no sofrimento ao pé da cruz.
Por tudo isso é que pergunta-se as mães, mesmo que podadas na dor, no cansaço e nos trabalhos diuturnos de sua vida familiar, onde elas encontram a seiva que nunca as deixa murchar ? A resposta pode ser muito simples: é que estas árvores-mães fincam raízes profundas no sentimento do amor, e com muita certeza são alimentadas pelos sais e adubos do coração do ser criador – o Deus Pai.
(*) Eng. Civil e Professor Universitário
Membro da Pastoral da Liturgia
Paróquia Sagrado Coração de Jesus
Mandacaru – João Pessoa (PB)
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