03-Dez-2008  
 
Principal
Início
Artigos
Notícias
Cartões
Santo do dia
Links
Liturgia Diária
Busca Google

Na Web Neste site  

Livros On-line
Estudando nos Passos de Maria
Pequeno Catecismo
Livro Oriente
Interativos
Biblia On-line
Faq
Links Católicos
Liturgia Diária
Especiais
A Paixão de Cristo de Mel Gibson
Institucional
Publicidade
Contato
Intranet - Uso interno





Esqueçeu a senha?


Derradeiras Graças
   arrow Artigos arrow Catequese       
Perdoar é bom PDF Imprimir E-mail
20-Mar-2004

Bispo de Santa Cruz do Sul

Um jovem me contou como fora injustamente ofendido. Aconselhei que perdoasse, pois seria a solução melhor. Ele respondeu: “Se Deus quer que eu perdoe, ele deve ter paciência comigo”. Quer dizer, parecia algo difícil. Doutra parte, num programa de televisão, perguntaram a um conhecido político se ele guardava rancor de seus adversários. A resposta me surpreendeu: “Rancor, não; pois faz mal a quem o guarda”. Um exemplo moderno é o Papa João Paulo II. Quando foi atingido pelos tiros certeiros de Ali Agka, assim que saiu do hospital, visitou seu desafeto no presídio para lhe levar o perdão. Houve perplexidade com o gesto do Papa: “Perdoar, vá lá; mas visitar o condenado?!” Acontece que o perdão faz parte do núcleo central do ensinamento de Cristo: amar é também perdoar. Pedro sabia que o número sete é o número da perfeição. Por isso perguntou a Jesus: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim: Até sete vezes?” Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mt 18, 21-22). É como se dissesse: sempre. O Mestre deu o ensinamento e o praticou até o heroísmo. Quando estava em agonia no alto da cruz, ainda encontrou forças para dizer. “Pai perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23, 34). A misericórdia e o perdão fazem parte de um coração feliz. Fechar-se no ódio, cultivar o rancor, é como descer ao túmulo da tristeza, é tornar-se incapaz de recriar vínculos de paz, de amizade, de cantar o amor com o testemunho da vida e de expandir a alegria em meio a um mundo egoísta e violento. É romper com Cristo o ciclo da violência e proclamar que a paz é possível. É difícil, mas é possível e faz parte do bem maior da humanidade. Aliás, é o que se espera de quem se diz discípula e discípulo de Cristo. Basta de guerras, de ódio, de vingança. Importa ouvir de novo o cântico de exultação à caridade do Apóstolo: “A caridade tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. A caridade jamais passará” (1 Cor 12, 7-8). Deus perdoa, Deus quer que perdoemos, mas lembra-te de perdoar a ti mesmo também, pois Deus quer te ver de coração alegre e feliz.

Disponibilizado pela CNBB/ março-2004

 

 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >