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Lá
estavam eles reunidos, encolhidos, prontos para entrar em ação; um
pequeno contingente de tropa, escondido do fogo da artilharia pesada,
ao pé de uma elevação, no deserto iraquiano, à porta de Faluja. A foto
é pública, proveniente de uma agância de notícias, ali estampada em um
grande portal brasileiro, ao lado de amenidades e esportistas campeões.
Não
dá para distinguir os rostos, mas percebe-se, quase intui-se, que são
jovens soldados de uma companhia de infantaria norte-americana,
aguardando o fogo cerrado da aviação para entrar em combate. O que
passará no coração destes militares, antes de um confronto que pode
custar-lhes muito caro? Terão Jesus desperto nos corações e mentes?
E do outro lado? Existirão tropas rebeldes embaladas pelo fanatismo
cego? Talvez formadas por outros jovens tão ansiosos e com tanto medo
como os primeiros? E os inocentes, velhos, mulheres e crianças que
sempre pagam o preço mais alto em um conflito armado? Terão Jesus
presente em suas vidas?
Olho para a parte de cima da foto e posso divisar a linha do horizonte,
cinza e nesta linha vejo, o que não está registrado pelas modernas
lentes de uma câmara digital profissional: o rosto sofrido, desfigurado
pela dor, uma face luminosa e velha conhecida, que traz alívio aos que
sofrem e o infinito perdão aos que o procuram. Em seus olhos está a luz
que nunca se apaga, nem pela impiedade humana. Louvado seja.
Luiz Carlos Coelho
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