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O tempo das férias escolares é, para muitas famílias, época de descanso e lazer para pais e filhos. Viagens, temporadas junto à natureza são planejadas ou, quando se fica em casa mesmo, são pensadas atividades nas quais a família reunida se distrai e convive mais de perto.
É sem dúvida um tempo que pode ser riquíssimo para se acumular forças, repensar ideais, discutir planos, etc. contanto que cuidadosa e amorosamente planejado, levando-se em conta os interesses de cada um. Tal tarefa cabe primordialmente aos pais cujo descanso estará, em boa parte, apoiado na felicidade e alegria que virem refletidas nos rostos dos filhos e do cônjuge. Não é tarefa fácil, principalmente se a coerência da vida cristã for prioridade da vida familiar.
Assim, ao escolhermos um local para levar os nossos é muito importante saber a respeito do ambiente moral do mesmo. Há muita oferta de lazer, inclusive com o rótulo de "diversão para toda a família", que não condiz com a moral cristã e seria uma lástima que pessoas habitualmente voltadas para Deus, aprovassem certos ambientes pelo fato dele participarem expondo-se, inclusive, ao risco de ofender o Senhor. A grave tarefa dos pais de formarem os filhos passa pelo zelo de não os expor à possibilidade de se prejudicarem espiritualmente, algumas vezes de maneira irreparável. Há, ainda mais, a agravante de terem na consciência além do peso dos próprios pecados, o dos filhos também.
Atualmente, nada pode ser avaliado com ligeireza, pois até mesmo as brincadeiras, jogos e músicas propostas por animadores infantis podem não ser adequados ao público alvo por incentivarem o erotismo ou certos tipos de esperteza. Um dos programas mais populares de nossa cidade – o banho de mar – deixou, há muito, de ser diversão inócua, pois as roupas – se é que assim se pode denominá-las - de banho são tão reduzidas que praticamente não escondem nada, pelo contrário, ressaltam partes de corpo que um mínimo de pudor obriga a cobrir. Os horários menos concorridos podem ser mais favoráveis à família.
Para as horas mais quietas, livros, filmes e vídeos selecionados são bons companheiros e proporcionam aos pais a oportunidade de exaltar alguma virtude ou criticar um comportamento menos liso com os filhos, entre outras possibilidades.
Por outro lado, essa é uma época favorável para o estabelecimento de novas amizades. Famílias católicas não devem ser fechadas em si mesmas, pois o dever de anunciar o Evangelho não tira férias. Influenciar positivamente o ambiente onde nos movemos, é um dever: que notem, pelo cuidado como educamos os filhos, pela maneira de nos vestirmos, pelo próprio relacionamento familiar que temos a consciência de nossa filiação divina, que procuramos ser bons filhos de Deus e não negligenciamos a participação dominical da Santa Missa, prioridade em nossas vidas. Se as palavras convencem, o exemplo arrasta: um dia saberemos todo o bem que fizemos, toda a alegria que demos a Deus pelo fato de termos procurado ser coerentes com a nossa fé. Terá valido a pena!
Finalizando, leio num exemplar recente de uma revista italiana – OGGI – que grupos de pessoas optaram por fazer um retiro espiritual durante as férias: "no silêncio (...) ouve-se a voz da alma e de Deus." Fica a sugestão!
A todos desejo boas e frutuosas férias.
Carmen C. de Andrade
07/12/2004
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