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As
leis do nosso país não devem ser mudadas só porque não conseguimos
colocá-las em prática! Devem ser mudadas se forem injustas, podem ser
aperfeiçoadas de surgirem novos aspectos que não são abrangidos por
elas. Até agora não mudou nada sobre o fato de uma vida intra uterina
ser um indivíduo diferente do corpo da mulher, não é um apêndice, não é
um órgão da mulher, não é um câncer. Pelo contrário, cada vez mais os
médicos e psicólogos comprovam que o feto sente e ouve estando ainda
dentro do útero e que isto já faz parte de sua história pessoal única e
intransferível.
Algumas pessoas
nos colocam a alcunha pejorativa de "moralista de plantão que não
consegue fazer nada para mudar a situação do Brasil" . Acho que o esse
comentário é feito sem uma verdadeira reflexão, pelo número enorme de
contradições que vejo em seus argumentos, percebemos uma enorme falta
de congruência, falta de coerência entre o sentido de dever e de
justiça e o apelo premente pela legalização do aborto.
Se "teoricamente
ninguém é e nem pode ser a favor do aborto" - é o que responderam os
abortistas muitas vezes para mim -, porque deveríamos ser a favor do
aborto na prática? Será porque não podemos fazer nada para impedir que
continuem praticando o aborto na ilegalidade? Neste caso se também não
conseguem fazer nada contra os crimes de corrupção,se é inevitável,
porque não legalizamos as propinas?
Segundo a
opinião de um assessor do Senado "A legalização do aborto permitirá a
estas mulheres um mínimo de apoio e dignidade na prática deste ato que
é terrível, mas inevitável." Que tipo de dignidade pode haver num ato
terrível?
Toda questão
social é também uma questão moral. Porque deveríamos nos preocupar com
o sofrimento dos outros, se não fosse por uma consciência moral de que
somos responsáveis por promover o bem estar e a justiça na nossa
sociedade? Porque haveríamos de fazer leis que garantissem que os mais
fortes os mais ricos ou simplesmente mais arrogantes não prevaleceriam
sobre os outros? O aborto, mesmo praticado en condições "higiênicas", é
uma violência contra a criança que está por nascer e também contra a
mulher que o pratica, tanto na sua integridade física quanto em sua
psique. Sim, há muitas mulheres que optam pelo aborto, o fazem por uma
distorção social do comportamento, os motivos variam entre o desespero
e a indiferença total, passando pela vaidade e por motivos de carreira
profissional.
Muitas mulheres
pobres, que são as que nos preocupam nesta questão, são levadas ao
aborto como a solução indicada pela sociedade, (mais uma vez a
responsabilidade social) que a "acusa" de irresponsável por ter um
filho e não lhe dá garantias de que terá atendimento durante a
gestação, que na hora do parto será atendida com presteza e segurança,
que seu filho terá atendimento médico ao nascer, e depois poderá
estudar em uma boa escola pública. Mas nem estes nem muito menos outros
motivos são suficientes para que a sociedade deixe à escolha pessoal de
cada um nutrir ou eliminar uma vida que se forma, não é questão de
opinião ou de vontade da mulher, é questão de responsabilidade social
em defender os mais fracos. As leis de nossa sociedade devem balizar o
comportamento humano dando liberdade, procurando o bem estar de todos,
mas não à custa da vida de outros, não precisamos imitar os países
desenvolvidos neste aspecto, com certeza isto não nos trará benefício
econômico nem social. É injusto é inadmissível, é inteiramente
desnecessário que se legalize a prática do aborto no Brasil. É preciso
defender nossas crianças desde o seio materno.
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