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È possível? Como aumentar estes bens?
É um esforço
ecumênico que as igrejas estão promovendo no Brasil nesta quaresma. O
País goza oficialmente de paz, com ampla liberdade política, econômica,
cultural, religiosa. O Brasileiro sempre se considerou um povo
pacífico, acolhedor e tolerante. Pelo menos foi esta a auto estima e
cultura dominante.
Estamos avançando nesta prática pacífica de convivência, ou recuando?
Não podemos
negar fatos negativos muito preocupantes, que parecem sempre mais
difícil de controlar: a difusão da droga nas favelas do Rio de Janeiro
tirou à cidade a fama de grande acolhedora, simbolizada pelo Cristo do
Corcovado: de braços abertos, virado à entrada da Bahia, no ato de
acolher todos que vinham de longe para o País.
O
mesmo aconteceu a S. Paulo: a cidade que oferecia trabalho com futuro
promissor aos imigrantes estrangeiros e nordestinos sofre o desemprego
e a insegurança. A droga, o álcool, a corrupção, os assaltos e os
desníveis sociais tiram o sossego e causam o medo da insegurança. Quem
ousa sair sozinho de noite, passando por túneis escuros ou passarelas
isoladas?
O mesmo acontece em tantas outras cidades. Parece tornar-se obrigatório adotar o lema: “Vive perigosamente”.
Aumenta também a
violência nos lares, que deveriam ser recantos de paz e segurança. É
violência contra as mulheres, abusos sexuais contra menores, abandono
dos filhos.
Porém, do lado
oposto, aumentam igualmente as providências legislativas, tendentes a
dar maior proteção aos fracos, como o Estatuto da criança e do
adolescente, o Estatuto do idoso, as delegacias da mulher, as lei do
desarmamento, a luta contra o trabalho dos menores, a repressão severa
ao trabalho escravo, o rigor das leis contra a discriminação racial, o
aperfeiçoamento das leis do trânsito, as providências para os mais
pobres e desempregados.
Disposições
legislativas na aparência simples, se revelaram de uma eficácia
extraordinária na diminuição da violência: a obrigatoriedade do uso do
cinta de segurança diminuiu muito as mortes por acidentes de trânsito.
As leis que restringem o horário noturno dos bares fez baixar os
assassinatos; a lei de desarmamento dos civis também fez diminuiu os
homicídios. Penso que seria hora de proibir a propaganda dos alcoólicos
e controlar mais a sua comercialização: o abuso do álcool constitui a
maior causa de violência.
Aumentam
ainda mais as associações cívicas, que promovem a paz e a
solidariedade, como os movimentos para a não violência, as associações
dos amigos de bairros para a melhora dos serviços à comunidade, a
defesa dos consumidores, a entrega das armas dos particulares.
E
as igrejas, sempre promotoras de paz e solidariedade, avançam com o
diálogo ecumênico, a pastoral das crianças, a pastoral da saúde. E
sobretudo com a formação religiosa ao amor ao próximo, visto como filho
de Deus, irmão em Cristo. Ao mesmo tempo, ensinam a dominar os impulsos
desregrados de ira, vingança, ódio, discriminação, praticando a
bondade, o perdão, o ideal de vencer o mal com o bem, o esforço para a
educação religiosa das novas gerações.
Conseguiremos que a paz e a solidariedade aumentem mais do que o egoísmo e a violência?
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