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Da morte para a Vida a Páscoa do Senhor |
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Escrito por Pe. Pedro Alberto Kunrath
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20-Mar-2005 |
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O cristão crê que Aquele que posssui as
chaves da morte (Ap 1, 18) deu a volta certa. Quando Jesus morreu,
alguma coisa aconteceu com a morte; de repente, ela mudou de sentido. A
maldição decretada outrora: De morte morrerás! (Gn 2, 17)
transformou-se em boa nova: Anunciamos a Boa Nova... Deus ressuscitou
Jesus (At 13, 32ss), a morte foi tragada pela vitória (1 Cor 15, 54).
Também o cristão tem olhos, os olhos perspicazes da fé, que vêem além
das aparências. Sabe que a morte difere do que parece ser, tem por
certo que a ressurreição – não a morte – é a palavra definitiva sobre o
ser humano.
A páscoa de morte e
ressurreição é um mistério de parusia, isto é, de vinda e de presença
no mundo. O Senhor está próximo (Fl 4, 5), é aquele que invocamos
dizendo: O Senhor, vem! (1 Cor 16, 22). Passando a ser pessoalmente a
salvação do gênero humano, Ele vem para todos os homens, para
assumi-los na salvação de morte e de ressurreição realizada nele. Ele
vem ao encontro, em cada etapa da vida cristã. Ele vem pelo dom da fé e
pelo Batismo. Fomos batizados em Cristo (Rm 6, 3), a partir desse
momento, entramos em comunhão de morte e de ressurreição – Vida nova!
(cf. Rm 6, 3-10; Cl 2, 12). Ele vem sobretudo pela Eucaristia – está aí
a Quinta-feira santa para lembrar a Última Ceia e a instituição do dom
supremo Isto é o meu corpo; este é o cálice do meu sangue (Mt 26,
26-27) e o Fazei isto em memória de mim (Lc 22, 19): Eucarsitia e
sacerdócio ministerial – o grande sacramento da parusia, a profecia e a
antecipação da derradeira comunhão. Ele vem cada dia – no seu Espírito
- para ajudar o cristão em sua passagem (Páscoa) diária da ‘carne ao
Espírito’. Sendo que a morte pode ser algo tão grande, é preciso
amar a vida, cultivá-la, explorá-la com redobrado empenho. Dessa
maneira, a morte passará a ser plenamente cristã, ampla e fecunda. Pois
ela é a vida no seu ápice. De costume, o bom fruto amadurece na
paciência das longas estações. Por isso, a vida nunca é longa demais
quando se trata de amadurecer para a verdadeira Vida. Nela, a
Eucaristia é o sacramento da morte cristã. Não apenas no momento
supremo, mas ao longo da vida: anuncia a morte, prepara-a e a faz
experimentar. Em todas as celebrações eucarísticas, a palavra morro
cada dia (cf. 1 Cor 15, 31) encontra sua verdade. Toda vez que comemos
desse pão e bebemos desse cálice, é morte do Senhor que proclamamos (1
Cor 11, 26), a do Senhor e a nossa.
As primeiras coisas desapareceram... Eis que faço novas todas as
coisas (Ap 21, 4ss). O túmulo ainda está lá. Mas está aberto, vazio,
como o seio que dá a Vida. Abençoada PÁSCOA no Senhor. Em Cristo
Ressuscitado,
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