20-Nov-2008  
 
Principal
Início
Artigos
Notícias
Cartões
Santo do dia
Links
Liturgia Diária
Busca Google

Na Web Neste site  

Livros On-line
Estudando nos Passos de Maria
Pequeno Catecismo
Livro Oriente
Interativos
Biblia On-line
Faq
Links Católicos
Liturgia Diária
Especiais
A Paixão de Cristo de Mel Gibson
Institucional
Publicidade
Contato
Intranet - Uso interno





Esqueçeu a senha?


   arrow Artigos arrow Ponto de Vista       
JULGAMENTOS APRESSADOS PDF Imprimir E-mail
Escrito por Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho   
24-Abr-2005

Emitir opiniões é um direito de todo cidadão e, no que tange à Igreja, os fiéis não estão impedidos, de expressar o que pensam.

Há, porém, em tudo necessidade de bom senso e discernimento.

As observações feitas, logo após a eleição de Bento XVI por alguns eclesiásticos e ex-padres, por certo, só servem para confundir aqueles que estão a ler o que a Imprensa anda publicando.

Um epíscopo  brasileiro foi catastrófico, pois,  segundo o que se leu na internet no “Jornal do Terra”, dia 20 de abril,  ele “aposta em período conturbado no futuro da Igreja”.

Asseverou taxativamente: "Pode ser momento abençoado. Atravessar uma crise pode ser bom", isto comentando que um colapso pode trazer mudanças à estrutura da instituição, julgando que o novo Papa vai “acentuar o conservadorismo no Vaticano”.

Uma manchete de um jornal de grande circulação no país foi esta: “Escolha de Ratzinger desagrada parte da Igreja Católica no Brasil”. Logo depois, este diário publica o seguinte: “O escritor e frade dominicano Frei Betto não gostou da escolha de Joseph Ratzinger e avaliou que ele poderá prejudicar os movimentos sociais, caso não reconheça que lutar por justiça é um direito dos pobres e uma bem-aventurança para Jesus. Segundo ele, o novo Papa vive atemorizado pelo fantasma do filósofo Friedrich Nietzsche”.

Entretanto, quem analisa com atenção o pensamento do douto teólogo, originário da Baviera, que agora é o Papa Bento XVI, percebe nele otimismo e não pessimismo; alegria e não um mundo em carvão em brasas com um ou outro ponto de refrigério. Adite-se que ele também demonstrou, sempre, ser missão da Igreja lutar contra as injustiças e desigualdades deste mundo globalizado.

Aliás, na sua primeira mensagem o novo Papa foi claro: “Invoco de Deus a unidade e paz para a família humana e declaro a disponibilidade de todos os católicos em cooperar para um autêntico desenvolvimento social, que respeite a dignidade de cada ser humano. Não pouparemos esforços e dedicação para prosseguir o promissor diálogo começado pelos meus venerados Predecessores com as diversas civilizações, para que da compreensão recíproca nasçam as condições de um futuro melhor para todos”.

Aqueles que estão temerosos pelas atitudes firmes que, certamente, Bento XVI terá à frente da Igreja deveriam pensar no ditado: “Quem não deve não teme”. De fato, se há em alguns setores, sobretudo no que diz respeito a articulação de batalhas populares ainda com ranço da “luta de classes” do tipo socialista, é lógico que não terão a aprovação do Chefe da Cristandade que sempre pugnou contra uma falsa Teologia da Libertação. Razão tem o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Odilo Scherer, que pediu para que fiéis não se deixassem levar por preconceitos.

            Ao contrário do que alguns disseram não será difícil conviver com Bento XVI. Teólogo profundo, conhecedor clarividente dos problemas atuais, dotado de um imenso amor à Verdade, sua humildade já encantou o mundo. Em seu primeiro pronunciamento como novo Sumo pontífice da Igreja Católica, eis o que ele proclamou diante de mais de cem mil fiéis na Praça de São Pedro e através de redes de televisão do mundo inteiro: “Após o grande papa João Paulo II, os cardeais escolheram a mim, um simples, humilde trabalhador da vinha do Senhor". Deus que  exalta os humildes (Lc 1,52)  há de fazer de Bento XVI um Papa que também deixará marcas luminosas na História! * Professor no Seminário de Mariana – MG

 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >