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O que há
depois da morte? Muitos ficam atormentados por esta pergunta e querem
saber o fundamento das “esperanças dos cristãos”. Neste próximo domingo
celebramos a Ascensão de Jesus: ele entra no Paraíso, onde está ainda
hoje e ficará para sempre “à direita do Pai, sempre vivo a interceder
por nós”. No domingo seguinte comemoramos a primeira confirmação da sua
promessa: a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos, que começam a
pregar a Ressurreição de Jesus e prometer aos novos discípulos o
Paraíso junto com ele. No domingo seguinte será a contemplação da
Santíssima Trindade: do Deus eterno e infinito, com o qual esperamos
ficar para sempre depois da morte.
Em que se baseia esta fé “no além”? Quem nos garante que é assim mesmo? Jesus
Cristo! Tinha prometido aos apóstolos na última ceia: “Vou preparar-vos
um lugar; depois eu voltarei e vos levarei comigo, para que estejais
onde eu estiver” (Jo 14,1). Pouco depois rogou ao Pai: ”Quero que onde
eu estiver, estejam comigo aqueles que o Senhor me deu (17, 24). Num
discurso solene na sinagoga de Cafarnaum tinha prometido: “Quem come a
minha carne e bebe o meu sangue terá a vida eterna... Quem come este
pão viverá eternamente” (Jo 6, 54,58). Em particular, aos discípulos
mais generosos prometeu: “Em verdade vos digo, não há quem tenha
deixado casa, mulher, irmãos, pais ou filhos, por causa do Reino de
Deus, sem que receba muito mais neste mundo e, no mundo futuro, a vida
eterna”(Lc. 18,29s). As promessas de Jesus são claras. Mas ele pode mantê-las? Como sabemos que as mentem? Em
primeiro lugar Jesus mostrou claramente que ele não morreu
definitivamente, mas ressuscitou no domingo seguinte. O sabemos com
certeza pelo testemunho dos discípulos que o viram repetidamente. S.
Pedro o proclamou solenemente, em nome e na presença deles, cinqüenta
dias depois da morte de Jesus na praça da mesma cidade e diante do
mesmo povo que tinha pedido a sua condenação: “Vós o matastes,
crucificando-o... Mas Deus o ressuscitou...e disto nós todos somos
testemunhas”(At. 2, 23s, 32). Falaram
com tanto convencimento que nada menos de três mil pessoas se fizeram
logo discípulos de Jesus Cristo, começando uma vida nova, admirável.
Pouco
depois declararam diante dos mesmos chefes que tinham pedido a Pilatos
a morte de Jesus: “O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós
matastes... Nós somos testemunhas destas coisas, nós e o Espírito
Santo, que Deus concedeu aos que lhe obedecem” (5,30s).
S.Paulo,
numa carta aos cristãos de Corinto, cuja autenticidade nem mesmo os
mais obstinados incrédulos ousam contestar, escrita apenas 27 anos
depois da morte de Jesus, escreve: “Lembro-vos, irmãos, o Evangelho que
vos transmiti... Aquilo que eu mesmo recebi: Cristo morreu por nossos
pecados... foi sepultado, ressuscitou ao terceiro dia... Apareceu a
Cefas, e depois aos doze. Em seguida apareceu a mais de quinhentos
irmãos de uma vez, a maioria dos quais ainda vive” (15, 1-6).
As
testemunhas da Ressurreição de Jesus persistiram repetindo isso até dar
a vida; e a deram convencidos que assim fazendo iam para o Paraíso com
Ele. O testemunho foi confirmado por milagres e conversões de
multidões; o cristianismo se difundiu não obstante as perseguições, e
continua avançando no mundo. Os que crêem aumentam geração após geração.
Como
sabemos que também os fiéis ganham o Paraíso? Também pelos milagres e
graças que Deus concede continuamente pela intercessão dos santos. Se
não fossem na gloria, Deus nos enganaria ao mostrar que aceita a
intercessão deles.
O
desafio está lançado: cada um faça a sua parte para merecer ter parte
com Cristo. A ninguém foi prometida de graça esta eternidade feliz!
Padre Pio Milpacher Congregação de Jesus Sacerdote Osasco - SP
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