20-Nov-2008  
 
Principal
Início
Artigos
Notícias
Cartões
Santo do dia
Links
Liturgia Diária
Busca Google

Na Web Neste site  

Livros On-line
Estudando nos Passos de Maria
Pequeno Catecismo
Livro Oriente
Interativos
Biblia On-line
Faq
Links Católicos
Liturgia Diária
Especiais
A Paixão de Cristo de Mel Gibson
Institucional
Publicidade
Contato
Intranet - Uso interno





Esqueçeu a senha?


   arrow Artigos arrow João Paulo II - 25 Anos       
Mestre na fé, pastor da Igreja - D. Amaury Castanho PDF Imprimir E-mail
12-Out-2003
ImageDurante séculos, os Papas iniciaram o seu pastoreio de toda a Igreja recebendo na Loggia central da Basílica de São Pedro a tiara pontifícia. Os que visitam o precioso “Tesouro do Vaticano” podem ver uma ou outra tiara usada até o Papa Paulo VI, que a aboliu após o Concílio Vaticano II. Aliás renunciou, também, à sede gestatória ainda usada por seu predecessor João XXIII.

A abolição da tiara pontifícia, na qual se sobrepunham três coroas simbolizando o tríplice poder dos Papas – o de ensinar, pontificar entre o céu e a terra e pastorear toda a Igreja – não aboliu e nem poderia fazê-lo, a missão de Mestres e Doutores da Fé, de Sumos Pontífices e Sacerdotes, de Pastores, própria de todo Papa.

Essa tríplice missão estende-se do Apóstolo Pedro a João Paulo II. A história dos 264 Papas que estiveram à frente da Igreja fundada por Cristo, tem início nas margens do Lago de Genesaré, perto de Cafarnaum. Ali o Filho de Deus, ressuscitado, disse a Pedro: “Se tu me amas, apascenta as minhas ovelhas!”. Antes já havia dito ao mesmo Apóstolo: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. As portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus!”. E mais adiante, perto de sua morte, o Nazareno se dirigirá outra vez a Pedro: “Convertido, confirma os teus irmãos na fé!”. São palavras divinas que estão nos Evangelhos lidos por todos os cristãos...

As palavras de Cristo fundamentam a fé da Igreja proclamada desde os dias de Pentecostes: o Apóstolo Pedro e os seus legítimos sucessores na sede de Roma, onde foi crucificado, são Mestres infalíveis da fé e da moral cristãs, Sumos Sacerdotes que presidem a Igreja na caridade, Pastores que governam como “servos dos servos de Deus”. É uma pena que os cristãos separados da comunhão romana neguem o que está claro, claríssimo, nos textos do Novo Testamento. O resultado é que perdendo o referencial dos Papas, as Igrejas ortodoxas acabaram se esfacelando em 17 autocefalias e as Igrejas protestantes em milhares de denominações, do Patriarca Miguel Cerulário, no século XI, a Bartolomeu I,e de Martinho Lutero, no século XVI, aos “pentecostais” dos nossos dias.

Impressiona a qualquer historiador imparcial, a sabedoria e a fidelidade dos Romanos Pontífices “à verdade de Jesus Cristo, à verdade da própria Igreja e à verdade de todo homem e mulher”. Eles acabaram sendo princípio visível da unidade da Igreja. São os Pastores que conduzem o rebanho de Cristo, presente, unido e atuante em todos os continentes. Foram e continuam sendo os Pastores dos fiéis e os pais de todos os povos. No coração do Papa cabem os homens de todos os tempos e latitudes.

A proximidade dos 25 anos do feliz e fecundo pontificado do Papa João Paulo II, enseja-nos momentos de profunda ação de graças a Deus, por tudo o que ele fez pela Igreja e pelo mundo. De outubro de 1978, quando foi eleito, aos nossos dias, a Igreja católica saltou de setecentos milhões para um bilhão e cem milhões de fiéis. É um entre os resultados das suas extenuantes 103 Viagens Apostólicas, reunindo em torno de sua pessoa, à escuta do seu magistério, multidões jamais imaginadas por alguém. João Paulo II, nestes anos de seu longo pontificado, mudou o perfil do episcopado brasileiro e mundial, agora muito mais de Pastores que outra coisa.

As suas 14 encíclicas, as exortações apostólicas, as numerosas mensagens para os Dias Mundiais da Paz, da Juventude e das Missões católicas, entre outras, cobrem todos os grandes problemas da fé e da moral, dos direitos humanos, da justiça e da paz. Nenhum Romano Pontífice foi tão fecundo e tão incisivo em sua palavra e comunicação com o homem e o mundo de hoje.

Anos atrás, Mikail Gorbachev não titubeou afirmar ser o Papa João Paulo II o grande responsável pela queda do comunismo na Polônia, pela derrubada do Muro de Berlim e o desmoronamento do Império Soviético. Depois de João Paulo II o mundo é outro. Não é preciso que concedam à branca figura do Vaticano o Prêmio Nobel da Paz. Ninguém como ele fez tanto em defesa da dignidade e dos direitos humanos, pela justiça e pela paz. Karol Wojtyla merece não apenas uma página, mas um inteiro capítulo na história bimilenar da Igreja.

Que Deus abençoe e felicite o Papa nos anos que ainda lhe restam! A lembrança de João Paulo II atravessará os séculos. Poucos outros Papas marcaram tão profundamente a história da Igreja e do Mundo!


Dom Amaury Castanho
Bispo Diocesano de Jundiaí

 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >