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Dia de santificação dos padres PDF Imprimir E-mail
Escrito por marcelo augusto   
02-Jun-2005

Hoje, festa do Sagrado Coração de Jesus, os católicos celebram também o “Dia do padre”.

Os sacerdotes de Osasco se recolhem com o bispo para uma manhã de oração e reflexão, tendo como tema os últimos documentos do falecido Papa João Paulo II sobre a Eucaristia, reafirmados pelas palavras do recém eleito Papa Bento XVI.Reunimo-nos às 8,30 no prédio da cúria diocesana; rezamos solenemente o “louvor da manhã”.

Depois Dom Ercílio nos apresenta a última carta aos sacerdotes, nos enviada na quinta feira santa pelo Papa João Paulo II. Em seguida, divididos em grupo, refletiremos sobre um outro documento do Papa, intitulado “Fica conosco Senhor”, enviado na instituição do ano eucarístico.

Depois do plenário, haverá exposição solene do Santíssimo Sacramento com meia hora de Adoração e Bênção, presidida por D. Francisco. Seguirá o almoço de confraternização.Na parte da tarde, cada sacerdote reunirá o povo na sua paróquia para uma Missa solene, seguida por Adoração, convidando todos a rezar para que nos envie sacerdotes santos. Esta oração pode ser feita também domingo próximo, quando haverá mais povo nas igrejas.

A iniciativa do “dia do Padre” surgiu na Itália logo depois da segunda guerra mundial. Era o tempo do surto de dias especiais: dia do pai, da mãe, do advogado, do motorista, do funcionário...Um sacerdote se perguntou: “E por quê não deveria haver também um dia do padre?” E começou a difundir a idéia. Porém não queria que fosse uma simples festa externa, mas um dia especial de reflexão e oração para aumentar no padre a consciência da própria dignidade, com o desejo de maior autenticidade e dedicação ao serviço pastoral. Chamou esta data: ”Dia de santificação sacerdotal”.

O programa então consistiu na convocação dos padres ao redor do Bispo para refletir sobre a própria vocação e melhora da própria dedicação ao serviço do Reino de Deus.        

Alguns nos atrás a Congregação vaticana para o clero assumiu oficialmente a iniciativa, dividindo-a em dois momentos: de manhã reunião de espiritualidade dos padres com o Bispo; de tarde reunião de cada padre com seu povo.A data do dia foi fixada na festa do Sagrado Coração de Jesus. Esta devoção começou com as visões de Santa Margarida Maria (pouco mais de 400 anos atrás), se difundiu na Igreja universal, atingindo o ponto de maior popularidade nos primeiros decênios do século passado.  Ao mesmo tempo aumentaram as contestações: por um lado a devoção popular se fundamentava demais nas revelações privadas, enquanto o movimento bíblico exigia uma base bíblica; de outro lado o progresso da ciência evidenciava que a sede dos sentimentos humanos não é o coração, mas o cérebro.

A Igreja, atenta a tudo que é verdadeiro e bom, proibiu de representar somente o coração; exigindo a representação de Jesus mostrando o seu coração, para que a devoção seja  dirigida pessoa integral, que é humana e divina.Depois o Papa Pio XII, na Encíclica “Haurietis áquas” (“Bebereis as águas da fonte do Salvador”) explicou o valor do simbolismo do coração, partindo do costume geral dos povos, que continua vivo até hoje: para todos o coração é sinal de bondade, amor, ternura. A imagem de Jesus que mostra o coração chama a atenção para a sua bondade; mas este Jesus era o filho de Deus, cheio de ternura e compaixão, chamando a atenção sobre Deus, Pai de misericórdia.

Numa palavra, a devoção ao Sagrado Coração nos leva à definição bíblica de Deus, que “é amor”, é Pai de misericórdia, que ama todos os seus filhos e nos leva à confiança filial. O cristianismo se diferencia das outras religiões (inclusive do Antigo Testamento), porque  substitui o medo Deus pelo amor e a confiança nele, chamando-o de “Pai”.

 Pe. Pio Milpacher
Congregação de Jesus Sacerdote
Osasco - SP

 
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