Hoje, festa do Sagrado Coração de Jesus, os católicos celebram também o “Dia do padre”.
Os
sacerdotes de Osasco se recolhem com o bispo para uma manhã de oração e
reflexão, tendo como tema os últimos documentos do falecido Papa João
Paulo II sobre a Eucaristia, reafirmados pelas palavras do recém eleito
Papa Bento XVI.Reunimo-nos
às 8,30 no prédio da cúria diocesana; rezamos solenemente o “louvor da
manhã”.
Depois Dom Ercílio nos apresenta a última carta aos sacerdotes,
nos enviada na quinta feira santa pelo Papa João Paulo II. Em seguida,
divididos em grupo, refletiremos sobre um outro documento do Papa,
intitulado “Fica conosco Senhor”, enviado na instituição do ano
eucarístico.
Depois do plenário, haverá exposição solene do Santíssimo
Sacramento com meia hora de Adoração e Bênção, presidida por D.
Francisco. Seguirá o almoço de confraternização.Na
parte da tarde, cada sacerdote reunirá o povo na sua paróquia para uma
Missa solene, seguida por Adoração, convidando todos a rezar para que
nos envie sacerdotes santos. Esta oração pode ser feita também domingo
próximo, quando haverá mais povo nas igrejas.
A
iniciativa do “dia do Padre” surgiu na Itália logo depois da segunda
guerra mundial. Era o tempo do surto de dias especiais: dia do pai, da
mãe, do advogado, do motorista, do funcionário...Um
sacerdote se perguntou: “E por quê não deveria haver também um dia do
padre?” E começou a difundir a idéia. Porém não queria que fosse uma
simples festa externa, mas um dia especial de reflexão e oração para
aumentar no padre a consciência da própria dignidade, com o desejo de
maior autenticidade e dedicação ao serviço pastoral. Chamou esta data:
”Dia de santificação sacerdotal”.
O programa então consistiu na
convocação dos padres ao redor do Bispo para refletir sobre a própria
vocação e melhora da própria dedicação ao serviço do Reino de Deus.
Alguns nos atrás a Congregação vaticana para o clero assumiu
oficialmente a iniciativa, dividindo-a em dois momentos: de manhã
reunião de espiritualidade dos padres com o Bispo; de tarde reunião de
cada padre com seu povo.A data do dia foi fixada na festa do Sagrado Coração de Jesus. Esta
devoção começou com as visões de Santa Margarida Maria (pouco mais de
400 anos atrás), se difundiu na Igreja universal, atingindo o ponto de
maior popularidade nos primeiros decênios do século passado. Ao
mesmo tempo aumentaram as contestações: por um lado a devoção popular
se fundamentava demais nas revelações privadas, enquanto o movimento
bíblico exigia uma base bíblica; de outro lado o progresso da ciência
evidenciava que a sede dos sentimentos humanos não é o coração, mas o
cérebro.
A
Igreja, atenta a tudo que é verdadeiro e bom, proibiu de representar
somente o coração; exigindo a representação de Jesus mostrando o seu
coração, para que a devoção seja dirigida pessoa integral, que é
humana e divina.Depois
o Papa Pio XII, na Encíclica “Haurietis áquas” (“Bebereis as águas da
fonte do Salvador”) explicou o valor do simbolismo do coração, partindo
do costume geral dos povos, que continua vivo até hoje: para todos o
coração é sinal de bondade, amor, ternura. A imagem de Jesus que mostra
o coração chama a atenção para a sua bondade; mas este Jesus era o
filho de Deus, cheio de ternura e compaixão, chamando a atenção sobre
Deus, Pai de misericórdia.
Numa palavra, a devoção ao Sagrado Coração
nos leva à definição bíblica de Deus, que “é amor”, é Pai de
misericórdia, que ama todos os seus filhos e nos leva à confiança
filial. O
cristianismo se diferencia das outras religiões (inclusive do Antigo
Testamento), porque substitui o medo Deus pelo amor e a confiança
nele, chamando-o de “Pai”.