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"O Papa convence porque transmite valores" PDF Imprimir E-mail
Escrito por Silas   
16-Out-2003
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Um grupo de jornalistas argentinos, espanhóis e italianos analisou esta terça-feira na Universidade Pontifícia da Santa Cruz a relação de João Paulo II com os meios de comunicação nestes 25 anos de pontificado.

"O Papa perde a palavra mas continua dominando os meios", começou afirmando Julio Algañaraz, correspondente em Roma de "Clarín", um dos diários de maior difusão na Argentina.

Na mesa redonda titulada "25 anos do pontificado de João Paulo II. Balanço e perspectiva a partir do ponto de vista da comunicação", o diretor da agência de notícias Zenit, Jesus Colina, opinou que a "testemunho", ou seja, na plena identificação de sua vida com a mensagem que anuncia.

"No caso de João Paulo II, a mensagem e o meio se fazem uma mesma coisa", sublinhou, constatando que "o mundo de hoje quer verdade e não sonhos" e o Papa "não vende sonhos; apresenta valores autênticos".

A jornalista argentina Elisabetta Piqué, correspondente em Roma de "La Nación", outro jornal argentino de grande tiragem, confirmou que "estamos em um mundo sem valores e o Papa atrai porque os propõe". Neste sentido, Julio Algañaraz, acrescentou que "o Papa transmite uma imagem sincera e transmite valores substanciais".

O professor de comunicação Marc Carroggio, do Escritório de Informação do Opus Dei, aprofundou no segredo comunicativo deste Papa recordando que "as grandes decisões deste pontificado foram tomadas sempre de joelhos" e lhe definiu como "um grande homem que lançou pontes em todas as direções".

O jornalista e professor Diego Contreras apresentou os resultados de uma tese de doutorado de análise científica da cobertura religiosa de importantes jornais internacionais para destacar que "o Papa define sua própria agenda informativa e não se influencia por outros".

O sacerdote e professor José María La Porte constatou que o jornalismo que trata de informação religiosa tem uma importância cada vez mais evidente, pelo que solicitou que tenha "a mesma relevância" e a "mesma formação" que "outras especializações".

Sérgio Mora, correspondente adjunto do diário de maior tiragem da Espanha, "El País", citando a encíclica "Veritatis Splendor", publicada há dez anos, constatou que o desafio proposto pelo Papa aos jornalistas consiste em respeitar a verdade, "transmitir sem manipular".

A moderadora do ato, Marta Manzi, diretora do curso sobre matrimônio e família na Universidade Pontifícia da Santa Cruz, recordou o nexo que une o Papa com os jovens e o definiu como "o Papa mais midiático da história".

Fonte: CNBB


 
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