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Não foi a toa que a Assembléia dos
Bispos do Brasil, em Itaici, em abril de 2004, refletiu como tema
principal “A vida e ministério dos presbíteros”. Foram muitos debates
sobre o tema, uma pesquisa e por fim uma carta mensagem dos bispos para
todos os presbíteros do Brasil.
Observam-se constantemente, nas diversas pastorais paroquianas, muitos
depoimentos sobre o empenho dos padres nos trabalhos das mesmas.
Conversando com líderes e coordenadores, muitos testemunham sobre o bom
relacionamento com os padres e, de uma forma carinhosa e afetiva, usam
o pronome possessivo indicando que “o nosso padre dá a maior força”
para os serviços pastorais. Também não faltam oportunidades em que
solicitam um maior apoio dos padres, já que em algumas paróquias
existem algumas reclamações em casos extremos em que não foi possível
um bom relacionamento. São coisas (do lado humano), que acontecem...
Para falar um pouco da missão do presbítero, é bom lembrar do Concílio
Vaticano II, que acrescenta que o presbítero não é apenas alguém
experiente ou mais preparado, mas alguém que participa intimamente da
unção do único e pleno Sacerdote Ungido do Pai, que é Jesus Cristo. O
indivíduo é escolhido dentro da comunidade para a missão de presbítero,
e o Concílio apresenta que todo o povo de Deus e não apenas o
presbítero, participa da unção do Messias. O fato de o presbítero ser
tirado do meio do povo, não o isola do mundo e do resto da humanidade
nem o situa em patamar acima deste. Pelo contrário, os presbíteros são
chamados a conviver humilde e fraternalmente inseridos na realidade
atual.
Pela unção, o padre se identifica a Cristo, é chamado do meio do povo,
configurado a Cristo pelo sacramento da Ordem, tendo a missão de
anunciar a Palavra do Senhor, realizar os sacramentos em seu nome,
fazendo com que Ele se torne presente realizando os sinais de vida, e
tendo a missão de educar os seus filhos na fé (pela sua paternidade
espiritual), com a característica de ser um servidor do povo.
Desta forma, o presbítero estará em todo tempo e lugar e de maneira
verdadeira e radical a serviço do povo e da comunidade, principalmente
entre os mais pobres e humildes, anunciando a Boa Nova do Evangelho,
administrando os sacramentos, sendo chefe do povo de Deus, para que
todos sejam resgatados na dignidade de filhos e filhas amados de Deus.
Sabe-se que no dia-a-dia as dificuldades do ministério sacerdotal se
avolumam com a transformação galopante da sociedade moderna, os seus
relacionamentos e desafios, principalmente do individualismo,
materialismo (“leia-se “globalização”, “liberalismo” e outros bichos),
comodismo e tantos outros “ismos”.
Nas diversas Pastorais, deve-se atuar em parceria com todos os padres.
Eles são fundamentais para que o trabalho evangelizador dos leigos a
serviço das comunidades e das famílias se realize plenamente.
Por tudo isso é que não se deve deixar de manifestar a gratidão de
todos os católicos aos sacerdotes, e dizer em alto é bom som: “O PADRE
DEVE CONTINUAR A DAR A MAIOR FORÇA A MISSÃO EVANGELIZADORA NAS
COMUNIDADES CRISTÃS” – rezemos no dia do Padre para que eles se
mantenham fieis a missão.
Luiz Tadeu Dias Medeiros
Membro Pastoral da Liturgia – Paróquia Sagrado Coração de Jesus – J. Pessoa(PB) – 04/08/2005
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