20-Nov-2008  
 
Principal
Início
Artigos
Notícias
Cartões
Santo do dia
Links
Liturgia Diária
Busca Google

Na Web Neste site  

Livros On-line
Estudando nos Passos de Maria
Pequeno Catecismo
Livro Oriente
Interativos
Biblia On-line
Faq
Links Católicos
Liturgia Diária
Especiais
A Paixão de Cristo de Mel Gibson
Institucional
Publicidade
Contato
Intranet - Uso interno





Esqueçeu a senha?


Derradeiras Graças
   arrow Artigos arrow Moral Cristã       
A vida não se referenda PDF Imprimir E-mail
Escrito por Maria Fernanda Barroca   
26-Out-2005
Quem olhar atentamente para o que se está a passar entre nós (Portugal) deve pensar que não há, por cá, qualquer tipo de crise. A única, que eu vislumbro é a da obsessão pelo referendo sobre o aborto.
 
Tudo e todos neste país contestam e levantam o dedo acusador ao Governo, que impávido e sereno, só tem um objectivo – marcar um novo referendo sobre o aborto ainda este ano.
 
A proposta do Partido Socialista para um novo referendo à despenalização do aborto (uma vez que o anterior realizado em Junho de 1998, foi contra), foi aprovada no dia 28 de Setembro passado no Parlamento com os votos a favor do PS e do BE; os restantes partidos votaram contra e no PS houve uma abstenção e um voto contra. O PSD quer que o Presidente da República faça o escrutínio depois das eleições presidenciais, isto é, no princípio de 2006.
 
Os socialistas prometem (?) fazer tudo para que o referendo seja o mais breve possível, só que feitas bem as contas, e para isso esteve o deputado do CDS, Pedro Mota Soares, que declarou: “encurtando todos os prazos possíveis”, a consulta popular tem como datas possíveis “o dia 25 de Dezembro, e o dia 1 de Janeiro de 2006”. O PS como é um partido que se preza de cumprir o que promete (!!!) afirma que tudo fará para que o referendo seja feito o mais rapidamente possível.
 
Vera Jardim entende que o povo está suficientemente esclarecido sobre o assunto para poder assumir as suas responsabilidades. De facto o que vou contar é verdadeiro. No anterior referendo alguém perguntou a uma senhora de condição modesta, se já tinha praticado um aborto. Ela muito escandalizada respondeu: “Nunca! Só fiz três “desmanchos”, mas abortos, nunca”. Isto é o que se chama estar “esclarecida”.
 
Realmente fazer um referendo entre dois actos eleitorais, a discussão do Orçamento para 2006 e a quadra natalícia, é ideia de obstinados que assim conseguem “distrair” o povo dos graves problemas que nos afectam e muito mais nos vão afectar quando aparecer o novo Orçamento. Ele é tão bom que o Primeiro Ministro que temos (ou merecemos), nem o quer apresentar antes das eleições autárquicas, para não agravar ainda mais a situação do seu partido que ele antevê condenado a uma pesada derrota.
 
Mas o que importa deixar bem vincado é que mesmo que o povo diga “sim” maioritariamente, o aborto não deixa de ser um crime, um assassínio de um ser indefeso. E nós que somos um país que se dizia de brandos costumes, vamos institucionalizar a “pena de morte” para seres indefesos, quando nos batemos por evitar entre nós, já não digo a pena de morte para os crimes mais graves, mas até a prisão perpétua.
 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >