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O cúmulo da falta de senso comum! PDF Imprimir E-mail
Escrito por Maria Fernanda Barroca   
29-Out-2005
Li no jornal uma notícia que me deixou boquiaberta. Um vereador comunista da Câmara Municipal de Lisboa, preconiza que num futuro mais ou menos próximo, a festa dos Casamentos de Santo António que costuma realizar-se em Junho na cidade de Lisboa, possa integrar “casamentos gay”! Assim mesmo, sem tirar nem pôr.

 
Ora a referida festa popular sempre teve como finalidade ajudar rapazes e raparigas com poucos meios económicos a realizarem o seu casamento nesse dia, beneficiando das ajudas que muitos lhes queiram dar no seu começo de vida. Vem o facto do povo considerar Santo António como um Santo “casamenteiro”, quer dizer, destinado a abençoar os pares de noivos que, no altar, pronunciam o seu “sim”, para toda a vida “até que a morte os separe”.

 
Querer agora tornar extensiva uma festa popular, com cariz religioso, a um facto que eu considero uma aberração da Natureza, é no mínimo insólito e caricato, ao mesmo tempo de um mau gosto extremo e de uma falta de senso comum que raia o grotesco.

 
Estará o referido vereador que dá pelo nome de António Abreu a brincar com as pessoas, ou a sua ideia é mesmo séria? Se está a brincar, a sua brincadeira é de muito mau gosto; se está a falar a sério, é caso para duvidar da sua sanidade mental.

 
Consultando qualquer dicionário não se lê em nenhum que o casamento não seja entre duas pessoas de sexo diferente. Querer equiparar uma união “gay” ao matrimónio é um ataque à maioria do pensar do povo que ainda mantém, graças a Deus, o sentido das coisas.

 
Que haja, em privado aberrações contra a Natureza, é de lamentar e em muitos casos não passa de casos patológicos; querer “legalizar” tais actos é uma afronta aos sãos costumes e note-se que eu nem me refiro ao Matrimónio católico. A união pode dar-se sob o signo de qualquer credo religioso e até pode limitar-se a uma cerimónia civil no caso dos contraentes serem ateus, mas nunca entre pessoas do mesmo sexo.

 
Haja bom senso e decoro nas afirmações que fazem aqueles que tinham obrigação de contar os botões do casaco muitas vezes antes de falarem sobre coisas tão delicadas como esta.
 
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