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Li no jornal uma notícia que me
deixou boquiaberta. Um vereador comunista da Câmara Municipal de
Lisboa, preconiza que num futuro mais ou menos próximo, a festa dos
Casamentos de Santo António que costuma realizar-se em Junho na cidade
de Lisboa, possa integrar “casamentos gay”! Assim mesmo, sem tirar nem
pôr.
Ora a referida festa popular sempre teve como finalidade ajudar rapazes
e raparigas com poucos meios económicos a realizarem o seu casamento
nesse dia, beneficiando das ajudas que muitos lhes queiram dar no seu
começo de vida. Vem o facto do povo considerar Santo António como um
Santo “casamenteiro”, quer dizer, destinado a abençoar os pares de
noivos que, no altar, pronunciam o seu “sim”, para toda a vida “até que
a morte os separe”.
Querer agora tornar extensiva uma festa popular, com cariz religioso, a
um facto que eu considero uma aberração da Natureza, é no mínimo
insólito e caricato, ao mesmo tempo de um mau gosto extremo e de uma
falta de senso comum que raia o grotesco.
Estará o referido vereador que dá pelo nome de António Abreu a brincar
com as pessoas, ou a sua ideia é mesmo séria? Se está a brincar, a sua
brincadeira é de muito mau gosto; se está a falar a sério, é caso para
duvidar da sua sanidade mental.
Consultando qualquer dicionário não se lê em nenhum que o casamento não
seja entre duas pessoas de sexo diferente. Querer equiparar uma união
“gay” ao matrimónio é um ataque à maioria do pensar do povo que ainda
mantém, graças a Deus, o sentido das coisas.
Que haja, em privado aberrações contra a Natureza, é de lamentar e em
muitos casos não passa de casos patológicos; querer “legalizar” tais
actos é uma afronta aos sãos costumes e note-se que eu nem me refiro ao
Matrimónio católico. A união pode dar-se sob o signo de qualquer credo
religioso e até pode limitar-se a uma cerimónia civil no caso dos
contraentes serem ateus, mas nunca entre pessoas do mesmo sexo.
Haja bom senso e decoro nas afirmações que fazem aqueles que tinham
obrigação de contar os botões do casaco muitas vezes antes de falarem
sobre coisas tão delicadas como esta.
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