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O caso é verídico e há pouco tempo um canal televisivo passou um filme com este tema.
Um rapazinho de doze anos que tinha sido abandonado pela mãe levou-a a
tribunal, pedindo para ser adoptado por um casal que o amava
profundamente e a quem ele retribuía igualmente.
O Tribunal deu razão à criança, entregando-a ao casal de acolhimento para se dar seguimento à adopção.
Aquela mãe que tinha abandonado o filho, não sabia ou não pensou, que
trazer filhos ao mundo é colaborar no poder criador de Deus. Esta mãe
não soube descobrir na criança que trouxera nove meses no seu seio, um
dom gratuito.
O mesmo não se pode dizer de uma senhora que protagonizou um caso que
passo a narrar. Era americana, casada e mãe de dois filhos. Ao tomar
conhecimento que uma senhora ia abortar por não desejar a criança que
concebera, mas que acabou por nascer prematuramente, resolveu, de
acordo com o marido, adoptá-la.
A criança nasceu com novecentos gramas de peso, era filha de uma mulher
em péssimas condições físicas e vivendo na maior miséria. O seu aspecto
era realmente pouco atraente e tudo indicava que tinha qualquer
deficiência. Um pediatra conhecido da mãe adoptiva encontrou-a com a
criança nos braços e ao vê-la disse: “Foi um mau negócio; troque-a por
outra”. A senhora ficou rubra de indignação pois tinha consciência que
tinha adoptado um ser potencialmente anormal, pouco agradável à vista e
muito difícil de cuidar, mas profundamente carenciado.
Durante três meses a criança não reagia a qualquer estímulo e só nessa
altura esboçou um ténue sorriso. Começaram a aparecer as sobrancelhas,
as pestanas e as unhas; o rosto tomou o tamanho normal e começou a
mexer os braços e as pernas até aí como que paralisados.
Na mãe adoptiva essa adopção teve um grande efeito. Em relação aos
filhos biológicos ela considerava a formação daquelas criaturas como
mérito próprio, esquecendo Deus. Com a filha adoptiva, reconheceu que
não tinha feito nada para a receber: fora uma prenda de Deus.
O seu gesto de adopção veio mostrar como isso é uma óptima alternativa
quer para o crime do aborto, quer para os casos de esterilidade
involuntária. Ultrapassa a inseminação artificial, moralmente
reprovável, pois que por cada ovo que se desenvolve, muitos são
destruídos e com já são seres humanos, fazem-se assim abortos em massa.
A adopção, para mim, é um acto heróico. Lamento, porém, uma coisa:
também aqui em portugal há discriminação. Os bebés são «escolhidos»
pela cor da pele, idade, condições de saúde, aspecto físico, etc.,
esquecendo que uma criatura por muito degradada que seja tem uma vida
humana e como tal digna de todo o respeito. Casos como o que narrei são
excepção.
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