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Estou
cansada de ouvir sempre o mesmo, quer nos noticiários radiofónicos ou
televisivos, quer nos jornais, quer nas revistas, quer no cinema, etc.
E
o que é esse mesmo de que estou farta? Pois é o problema da
homossexualidade, da cultura gay, dos casamentos (se me é permitido
dizer isto) de dois seres do mesmo sexo, da adopção de crianças por
esses pares o que leva a que uma criança possa ter uma mulher por mãe e
outra mulher por pai (!), ou então ter um homem por pai e outro homem
por mãe (!). Isto para mim são aberrações da natureza. Sempre as houve,
mas não se falava delas senão de uma maneira discreta e quando
necessário; actualmente enche-se a boca com tais assuntos e fala-se
deles com o maior à vontade, como se fosse algo normal e corrente
(infelizmente está a tornar-se corrente).
O Vaticano
lançou na segunda-feira, dia 20 de Fevereiro, uma ofensiva contra a
cultura gay e organizou conferências com teólogos e psicanalistas para
tentar evitar a legalização do casamento entre homossexuais e a adopção
de crianças por esses casais.
Cinco países –
Grã-Bretanha, Espanha, Bélgica, Holanda e Canadá – autorizam o
casamento entre homossexuais. Por cá foi o que se viu. Duas lésbicas
tentaram tudo para, ao arrepio da Constituição, conseguirem “casar-se”.
Foi o que se viu, mas eu pergunto: até quando? Temo que nós, com medo
de parecermos atrasados neste campo (já o somos em muitos outros),
venhamos a ceder.
A Igreja, que oficialmente pede que
os homossexuais não sejam discriminados como indivíduos, condena o
movimento gay porque considera que atenta contra a concepção de
família. A hierarquia rejeita toda a possibilidade de “equiparar” o
casal heterossexual com o casal homossexual e considera a
homossexualidade imoral e contra a lei natural. O Papa Bento XVI já se
pronunciou e qualificou de “grave erro” a introdução de leis que
regulamentem a união entre homossexuais.
Não
contentes com a publicidade jornalística, televisiva e radiofónica que
estes assuntos têm tido, agora chegou descaradamente o assunto aos
filmes exibidos nos cinemas. São exemplo disso: “O Segredo de Brokeback
Mountain e Truman Capote.
O que leva a fazer sair
estes filmes dos guetos, cineclubes e festivais para o grande público?
Pois o tilintar do dinheiro nas caixas registadoras das bilheteiras.
Para
tornar “Brokeback” mais aceitável há quem diga que se trata apenas de
uma “história de amor”. Para já está exibido nos cinemas. O que será
quando chegar à TV ou ao CD? A questão gay torna-se ainda mais visível
e o público é desafiado a pôr em causa os seus preconceitos e as suas
convicções.
A insistência com que estes temas estão a
ser tratados, vulgariza-os de tal modo que, quer se queira, quer não,
vão insensibilizando sobretudo os mais jovens que começam a ver nessas
cenas o “normal”. Mas pior, ou talvez mais ridículo, é que as pessoas
maduras, com idade para ter juízo, encolham os ombros, vão assistir e
digam com um ar cândido – isto a mim não me faz mal. Faz mal e muito
mal, pois estas coisas entram por osmose e se não se reage acaba-se por
desculpar e aceitar como inevitáveis.
Que fazer?
Especialmente não alimentar com o nosso dinheiro as produtoras de tais
aberrações (podem dizer-me: já viste os filmes? Eu respondo: não, nem
preciso; há, felizmente, boas críticas que nos elucidam; eu não preciso
de tomar cicuta para saber que é um veneno mortal, basta que pessoas
autorizadas mo afirmem).
A Igreja católica está
preocupada com a crescente tendência do mundo ocidental para legalizar
os casais homossexuais, e tem razão. O católico Romano Prodi líder da
oposição de esquerda em Itália, comprometeu-se no seu programa de
governo a reconhecer os direitos dos casais não casados, inclusive os
dos homossexuais, se ganhar as eleições legislativas dos próximos dias
9 e 10 de Abril.
E o que acontecerá em Portugal? Quem não morrer cedo verá.
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