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Santa Sé exige moratória sobre as bombas de fragmentação PDF Imprimir E-mail
Escrito por Rádio Vaticano   
26-Jun-2006
A Santa Sé exige que a comunidade internacional se comprometa na luta contra a utilização de armas com efeitos indiscriminados e pediu mesmo “uma moratória sobre a utilização de bombas de fragmentação” até que se obtenha um acordo sobre esta questão.
A posição católica foi apresentada pelo observador permanente da Santa Sé junto dos serviços especializados da ONU em Genebra, Arcebispo Silvano Maria Tomasi, durante a Convenção sobre a proibição ou restrição do uso de armas convencionais com efeitos indiscriminados, que se concluiu esta sexta feira na cidade suíça.
As bombas de fragmentação contêm um dispositivo que espalha um grande número de pequenas bombas. Estas munições podem causar danos ao longo de vários meses ou anos.
“O desastroso impacto humanitário das bombas de fragmentação já precisa de ser demonstrado. Após 60 anos de utilização, as suas conseqüências são mais que visíveis”, alertou o Arcebispo Tomasi.
“As vítimas são milhares, as regiões afetadas ficam interditas durante anos após o final dos conflitos”, lembrou.
O observador da Santa Sé considera que a comunidade internacional não se pode continuar a comportar como se o problema não existisse, porque “as vítimas atuais e potenciais não podem esperar”.
Nesse sentido, a Santa Sé manifestou a sua disponibilidade para trabalhar em conjunto com a ONU e com as ONG’s em favor das vítimas destas armas. “O objetivo último deveria ser a adoção de um instrumento juridicamente vinculante, que coloque um ponto final numa situação humanamente indefensável”, defendeu o Arcebispo Tomasi.
 
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