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São Paulo vai ganhar seu primeiro bem-aventurado PDF Imprimir E-mail
Escrito por RV   
18-Out-2006
A Igreja no Brasil irá ganhar um novo bem-aventurado. Trata-se do padre espanhol agostiniano Mariano de La Mata Aparício, que viveu durante 51 anos no Brasil; será beatificado no dia 05 de novembro, na Catedral da Sé, em São Paulo.

A missa contará com a presença de 40 parentes do espanhol e será presidida pelo Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, cardeal José Saraiva Martins, o mesmo que celebrou a cerimônia de beatificação do missionário holandês Eustáquio Van Lieshout, em junho, em Belo Horizonte.

O milagre atribuído ao Padre Mariano ocorreu em abril de 1996, em Barra Bonita, interior de São Paulo. João Paulo Palotto, na época com 06 anos, escapou da mão dos pais para atravessar a rua e foi atropelado por um caminhão. Com o crânio fraturado, o garoto foi internado com parada respiratória e hemorragia. No dia do acidente, os padres de São José do Rio Preto, cidade onde o padre Mariano viveu por muitos anos, pediram a intercessão do religioso.

Cerca de dez dias mais tarde, ele já era visto na rua, andando de patins, sem seqüelas. Um ano depois, foi dada a entrada do processo de beatificação.

Para beatificar alguém, o Vaticano precisa aceitar o milagre e avaliar as virtudes heróicas da pessoa, como o amor a Deus, ao próximo, e humildade. "Padre Mariano tinha três grandes paixões: as crianças, os miseráveis e as plantas", conta o Frei Miguel Lucas, que trabalhou com o padre Mariano na Igreja de Santo Agostinho, em São Paulo, na década de 70.

Padre Mariano nasceu em Palencia, norte da Espanha, em 1905. Chegou ao Brasil em 1931, um ano depois de ter sido ordenado sacerdote. Primeiro, foi para Taquaritinga, depois foi para São José do Rio Preto e para São Paulo. Morreu em 1983, de câncer no abdome.

Os restos mortais do futuro bem-aventurado estão atualmente na Igreja Santo Agostinho, na Vila Mariana, onde o cardeal Hummes, arcebispo de São Paulo, vai rezar uma missa um dia depois da cerimônia de beatificação.

Esta é segunda beatificação feita no Brasil este ano. Diferentemente da época de João Paulo II, Bento XVI incentiva a tradição de que as beatificações sejam realizadas nos países onde os religiosos são mais conhecidos, e não em Roma.
 
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