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Eleitores dos EUA rejeitam união homossexual PDF Imprimir E-mail
Escrito por CN   
08-Nov-2006
Os eleitores de sete Estados norte-americanos rejeitaram em referendo a união homossexual, numa das poucas vitórias dos conservadores nas eleições de terça-feira (07/11) no país. Mas os democratas e liberais estão cantando vitória a respeito das pesquisas com células-tronco e aborto, duas questões sociais que polarizam o eleitorado norte-americano nos últimos anos.

A autorização para pesquisas com células-tronco humanas foi levada a referendo no Estado do Missouri. As projeções indicam uma vitória apertada do "sim", refletindo a aflitiva vitória para o Senado da principal defensora da proposta, a democrata Claire McCaskill.

O Missouri entrou no olho do furacão eleitoral nas últimas semanas, depois que o ator Michael J. Fox, vítima do mal de Parkinson, apareceu em anúncios de TV no Estado para defender as pesquisas com células-tronco. Adversários dizem que a técnica pode levar à clonagem de pessoas. Em Dakota do Sul, os eleitores votaram contra uma lei sobre o aborto que era considerada a mais restritiva do país. Grupos favoráveis à liberação do aborto fizeram forte campanha no Estado.

Embora os democratas tenham feito a maioria na Câmara e tenham chances de repetir a dose no Senado, o referendo sobre casamentos homossexuais aparentemente atraiu muitos conservadores às urnas, o que deu alguma ajuda a candidatos republicanos, a exemplo do que já ocorrera na reeleição do presidente George W. Bush, em 2004.

Segundo a Universidade do Sul da Califórnia, houve 205 referendos em 37 Estados, sobre temas como impostos para cigarros, direitos de propriedade e salário mínimo. Os democratas se consideram vitoriosos com a aprovação de aumento do salário mínimo em seis Estados - sua contra-estratégia para atrair simpatizantes às urnas, da mesma forma que os referendos sobre casamento serviram para levar republicanos para votar.

Na Califórnia, o discurso ambiental de astros da política, como Bill Clinton e Al Gore, e do cinema, como Julia Roberts e Brad Pitt, não foram páreo para as grandes indústrias de petróleo, que conseguiram convencer o eleitorado a derrubar um imposto sobre combustíveis que seria usado para financiar energias alternativas. Ambos os lados gastaram um total de 150 milhões de dólares na campanha. Em dois Estados - Nevada e Colorado - as projeções indicam uma rejeição à proposta de legalizar a posse de até 28 gramas de maconha.
 
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