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Católicos e muçulmanos tentam salvar o Natal na Inglaterra PDF Imprimir E-mail
Escrito por RV   
27-Dez-2006
O jornal do Vaticano, "L'Osservatore Romano", falou, neste último domingo, de uma "guerra" contra o Natal na Inglaterra e, para confirmar a suspeita, muçulmanos e agnósticos uniram-se aos cristãos, para "salvar" a celebração do nascimento de Jesus.
Uma sondagem realizada pela BBC, de Londres, revela que, menos da metade das crianças britânicas, de idades compreendidas entre 7 e 11 anos, sabem que, no Natal, se celebra o nascimento de Jesus. Os jovens da Irlanda do Norte são mais instruídos na matéria, pois 71% sabem a resposta correta.
Na maioria dos casos, se tenta justificar o "cancelamento" das tradições natalinas, argumentando a necessidade de não ofender outras religiões ou sensibilidades.
Um comunicado escrito pelo "Christian Muslim Forum", um fórum de cooperação entre cristãos e muçulmanos, afirma que "excluir ou não mencionar um acontecimento ou celebração religiosos, para evitar ofender alguém, acaba ofendendo a maior parte da população".
Os protestos dirigiram-se, em boa parte, contra o Royal Mail _ o serviço postal britânico _ que, este ano, eliminou de seus selos, algumas referências cristãs, colocando apenas renas, trenós, árvores de Natal e bonecos de neve. Nenhuma imagem lembra, como em ocasiões passadas, o nascimento de Cristo.
As queixas, porém, ultrapassam o âmbito confessional. Jeff Randall, jornalista do diário britânico "The Telegraph", diz ser "agnóstico com tendência ligeiramente crente" e condena o "ressentimento absurdo" contra o Natal, bem como o projeto de "converter o Cristianismo num crime".
"Muitos não cristãos estão perplexos diante desse desejo de auto humilhação. Não são muçulmanos, judeus ou hinduístas que estão por trás desse absurdo impulso de secularização do Natal" _ concluiu o jornalista. (MJ)
 
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