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População cristã iraquiana foge do país em busca de segurança PDF Imprimir E-mail
Escrito por RV   
02-Jan-2007
A violência, o aumento de assassinatos, raptos e episódios de violência contra as comunidades cristãs iraquianas faz com que a presença cristã na Mesopotâmia, que remonta aos primeiros séculos do Cristianismo, esteja em risco de desaparecer.

O terror que todos os dias flagela o Iraque provocou um êxodo maciço das famílias cristãs do Iraque para os países vizinhos, principalmente para a Síria e a Jordânia. O número de pessoas que saíram do país poderia chegar a um milhão, às quais é preciso acrescentar todos os que fugiram para o Norte e se refugiaram no Curdistão iraquiano e em Nínive.

D. Andraos Abouna, Bispo auxiliar de Bagdá, falou à Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) sobre o trabalho que os líderes eclesiais estão realizando para acolher os milhares de cristãos que procuraram refúgio na Síria. Estas pessoas foram particularmente recordadas pelo Papa no passado dia 17 de Dezembro, lançando um apelo para que as organizações internacionais e os governos "respondam às suas necessidades mais urgentes".

"Esta gente precisa urgentemente de ajuda, e nós fazemos tudo o que podemos. Estamos muito agradecidos a Ajuda à Igreja que Sofre pela sua contribuição", referiu D. Abouna. A AIS enviou uma ajuda de emergência para estes cristãos, que estão desesperados por fugir do conflito religioso e da extrema pobreza no Iraque.

A Fundação colabora também com o bispo de Alepo, D. Antoine Audo, líder dos cristãos caldeus na Síria, o qual lançou um programa de ajuda humanitária para os refugiados, que é desenvolvido principalmente em Damasco. O projeto inclui pacotes de alimentos e financiamento a intervenções cirúrgicas urgentes.

Os refugiados na Síria informaram que os cristãos iraquianos recebem ameaças de morte e que as mulheres são obrigadas a usar o véu, segundo a lei islâmica. O fechamento forçado de 12 igrejas, conventos e outros edifícios eclesiais no bairro de Al Dora, na capital iraquiana, representou mais um sinal claro desta "limpeza étnica", particularmente significativa naquele que era conhecido como o «Vaticano do Iraque».
 
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