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Diálogo entre culturas e religiões é vital para o nosso tempo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Ecclesia   
01-Fev-2007
O diálogo inter religioso é hoje mais do que nunca necessário, sublinhou Bento XVI durante a audiência desta manhã com os membros da Fundação para o Diálogo inter religioso e cultural, organização que teve como seu fundador o então Cardeal Joseph Ratzinger.

Presentes nesta audiência o Príncipe Hassan, da Jordânia e o metropolita Damaskinos, que deu ao Papa uma publicação dos três livros sagrados das grandes religiões monotaístas.

Bento XVI referiu “o diálogo verdadeiro, o respeito pela diferença, a paciência e a perseverança que através da força da oração alimenta a esperança de todos os que crêem e confiam em Deus”.

A procura e o diálogo inter religioso e inter cultural, “não são uma opção, mas uma necessidade vital para o nosso tempo”. Bento XVI recordou o Documento Conciliar Nostra Aetate e sublinhou que hebreus, cristãos e muçulmanos são chamados a “reconhecer e a desenvolver o seu legado comum”.

A ideia de criar esta Fundação teve como objectivo a procura da “mensagem essencial e autêntica” que as três religiões monotaístas podem “oferecer no Século XXI”. Assim “devem dar um novo impulso ao diálogo inter religioso, através do respeito pelo património espiritual, e contribuir para reforçar as nossas ligações fraternas”.

Todos os homens de hoje “esperam um mensagem de concórdia e serenidade, uma manifestação concreta da nossa vontade comum de nos ajudarmos a realizar a justiça e a paz”, afirmou o Papa.

O trabalho da Fundação “contribuiu para o estabelecimento da uma maior consciência de que as diferenças culturais do nosso tempo servem a dignidade do homem, e para que este possa discernir melhor e reflectir melhor sobre tudo o que usurpa o nome de Deus e o afasta da humanidade”.

“Somos convidados a empenharmo-nos num trabalho comum a fim de perceber quais os valores que devem iluminar o homem, qualquer que seja a sua cultura ou religião”, finalizou.

 
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