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Igreja Em Portugal Apela Aos Médicos Para Que Invoquem Objeção De Consciência PDF Imprimir E-mail
Escrito por RV   
20-Fev-2007
Os bispos portugueses fizeram um apelo, ontem, aos médicos e profissionais da saúde, a "não hesitarem em recorrer ao status de objetores de consciência", a fim de não praticarem o aborto.

Na nota pastoral divulgada em Fátima, ao término de sua assembléia plenária extraordinária, o Episcopado português lembra aos fiéis católicos que "o fato de o aborto passar a ser legal não o torna moralmente legítimo". Para a Igreja, "todo aborto continua a ser um pecado grave, porque desrespeita o mandamento do Senhor: Não matarás".

Na nota, os bispos fazem um apelo ao governo e à sociedade civil, para que reforcem o apoio às famílias e às mães "a fim de acabar com o aborto e tornar a lei que acaba de ser referendada, uma lei inútil". "A Igreja continuará fiel à sua missão de anunciar o Evangelho da vida em sua plenitude e de denunciar os atentados contra a vida" _ afirmam os bispos, sublinhando que o "novo contexto legal" não "enfraquecerá" a Igreja "no prosseguimento desta luta".

A vitória do "sim" no referendo é, para os bispos, "o sinal de uma acentuada mutação cultural do povo português", que a Igreja "deve enfrentar com realismo".

Reconhecendo "certa fragilidade do processo evangelizador" relativamente a essa "nova realidade social", a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) assume agora, como prioridade, a ajuda às pessoas, o esclarecimento de consciências e a criação de condições para evitar o recurso ao aborto, legal ou clandestino.

A Igreja lança também um apelo às mulheres grávidas, que "se sintam tentadas a recorrer ao aborto, para que não se precipitem". É que, na opinião dos bispos, "a decisão de abortar é, na maior parte dos casos, tomada em grande solidão e sofrimento".

A CEP assume o compromisso de "criar ou reforçar estruturas de apoio eficaz e amigo às mulheres que se vêem diante de uma maternidade não desejada".

Os bispos defenderam ainda, uma política de educação que "forme para a liberdade, na responsabilidade, concretizada numa correta educação da sexualidade". Eles garantem que "a sadia educação da sexualidade deverá se abrir à gestão responsável da própria fecundidade, através de um planejamento familiar sadio, que respeite e integre as opções morais de cada um". (MZ)
 
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