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Associação Católica Patriótica chinesa precisa de mais sacerdotes PDF Imprimir E-mail
Escrito por RV   
05-Mar-2007
A Associação Católica Patriótica chinesa (a Igreja Católica oficialmente reconhecida pelo governo de Pequim) anunciou ontem, que precisa de mais sacerdotes, para atender aos 100 mil chineses que se convertem ao Catolicismo a cada ano, informou o jornal oficial "China Daily".

A nomeação de bispos tem causado tensões entre a China e a Santa Sé, nos últimos tempos, prejudicando o processo que visa o restabelecimento dos laços diplomáticos entre ambas.

Segundo o porta-voz da Associação Católica Patriótica, Liu Bainian, o Catolicismo tem crescido na China: eram dois milhões, na década de 1950; e hoje, são mais de 5,3 milhões. Liu Bainian disse que, hoje, a China conta 97 dioceses, 42 das quais sem bispos. Além disso, 29 párocos e bispos têm mais de 85 anos de idade. Em todo o país, são seis mil igrejas, 12 seminários e 70 conventos.

Por sua vez, a Santa Sé informa que o número real de fiéis é de 10 a 12 milhões, metade dos quais, afiliado à Igreja Católica "clandestina", porque permanece fiel à Igreja de Roma e ao papa: um grupo que sofre, freqüentemente, o assédio das autoridades comunistas, apesar do contato freqüente com a Associação Católica Patriótica.

Segundo a edição de fevereiro, da revista "Oriental Outlook", 300 milhões de chineses (23% da população) professam alguma religião. A maioria (200 milhões) é de budistas e taoístas. A revista não cita dados sobre católicos nem muçulmanos (estimados em 26 milhões), mas destaca o rápido aumento do Protestantismo, após a chegada das Igrejas de origem norte-americana, com 40 milhões de fiéis, contra 16 milhões de 2005. (CM)
 
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