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Quaresma Tempo de Amor e Reconciliação PDF Imprimir E-mail
Escrito por Willians Rodrigues   
10-Mar-2007
Começamos o tempo de Quaresma, tempo de conversão e reflexão sobre o amor de Deus por nós. Tempo de pensar nas coisas que fizemos de errado e de arrepender-nos por elas.

    Estes quarentas dias que a Igreja nos oferece é um tempo de contemplação da Paixão de Cristo e, ao mesmo tempo, uma preparação para receber a alegria da Ressurreição. São Paulo já dizia: “... se morremos com Cristo, temos fé que também viveremos com ele...” (Rom. 6, 8). Porque “... se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação, vazia também é a vossa fé” (1 Cor. 14, 14).

    Neste tempo onde a Igreja, nossa Mãe, se veste de roxo, mostrando o seu luto e dor pelo sofrimento e morte do seu esposo, nós a acompanhamos e sofremos com ela.

    Diante dos imensos sofrimentos de Cristo, nós nos envergonhamos dos nossos pecados e das nossas faltas. Cresce no nosso interior um desejo de purificação e de compunção, “porque o salário do pecado é a morte” (Rom. 6, 23).

    Às vezes, pensando nos nossos muitos e grandes pecados, nos desanimamos e entristecemos profundamente, pois tememos a justiça divina. Contudo, não é este o espírito com o qual devemos encarar esta realidade. Não nos entristeçamos por haver medo de um castigo, mas por haver ofendido a Deus. E já que não O suportaremos como nosso juiz, recorramos à Sua infinita misericórdia, pois Ele é um Pai de amor.

    Eis aqui o verdadeiro sentido da Quaresma: amor e reconciliação. Quando éramos ainda escravos do pecado, “Alguém pagou um alto preço pelo nosso resgate” (Cfr. 1. Cor. 7, 23). Não pagou com ouro, nem prata. Pagou com algo muito mais nobre e valioso: com seu amor e seu sangue.

“Deus demonstra seu amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando éramos ainda pecadores. Quanto mais, então, agora, justificados por seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Pois se quando éramos inimigos fomos reconciliados com Deus pela morte do seu Filho, muito mais agora, uma vez reconciliados, seremos salvos por sua vida. E não é só. Mas nós nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por quem desde agora recebemos a reconciliação” (Rom. 5, 8-11).

Que durante estes dias santos, contemplemos o amor reconciliador de Cristo. Contemplemos suas chagas, sua coroa de espinhos, seu corpo desfigurado. Arrependamos-nos dos nossos pecados recorrendo à misericórdia infinita do Senhor.

Que o nosso sacrifício seja a caridade com os nossos irmãos na fé e a luta constante contra o pecado.

Cristo já nos reconciliou com o Pai. Já estamos livres da escravidão e esperando a alegria da liberdade eterna junto Dele.
 
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