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Papa denuncia relativismo moral na ONU |
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Escrito por SIR
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02-Dez-2007 |
O papa Bento XVI denunciou hoje a lógica do "relativismo moral" que segundo ele domina na ONU e nos demais órgãos internacionais. Há uma negativa - disse - em reconhecer o centralismo "da lei moral natural" e a defesa da "dignidade do homem". "As regras internacionais são baseadas apenas em uma razão política e não ética, e isso leva a amargos resultados", lamentou o Pontífice. Joseph Ratzinger fez seu discurso no Palácio Apostólico, ao receber centenas de representantes de ONGs católicas creditadas em instituições das Nações Unidas. Os representantes das ONGs foram convocados ontem pelo secretario de Estado vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, para uma cúpula destinada a criar uma rede internacional de coordenação e pressão católica a fim de sustentar, na ONU e em outros órgãos associados, a política internacional do Vaticano em defesa da vida e dos direitos humanos. "Esta unidade de objetivos pode alcançar-se apenas com uma variedade de ações e papéis", disse o Papa. Embora tenha elogiado os progressos feitos em matéria de direitos humanos pela comunidade mundial, o Pontífice observou que "as discussões internacionais parecem marcadas por uma lógica relativista e de recusa a admitir a verdade sobre o homem e sua dignidade é considerada como a única garantia de uma coexistência pacífica entre os povos". Segundo o Papa, isso levou a uma imposição de "uma noção de leio e de política que, em definitivo, faz do consenso entre os Estados a única base real das normas internacionais". "Os amargos frutos da lógica relativista são tristemente evidentes: por exemplo, a tentativa de considerar os direitos humanos como a conseqüência de estilos de vida auto-referenciais, a falta de preocupação pelas necessidades econômicas e sociais das nações mais pobres, o desprezo pela lei humanitária, e uma defesa seletiva dos direitos humanos", acrescentou. Os princípios éticos "não são negociáveis", reiterou o Papa com força e pediu às ONGs católicas um compromisso adequado ao cenário internacional. As palavras do Papa evocaram as recentes polêmicas entre a Igreja católica e alguns órgãos internacionais, entre eles a Anistia Internacional. Um dia após a publicação de sua nova encíclica "Spe Salvi" (salvos graças à esperança), Bento XVI reiterou que também as Nações Unidas não poderiam atuar sem Deus. O Papa provavelmente retomará o tema em abril de 2008, quando no âmbito de uma visita aos Estados Unidos fará um discurso na Assembléia Geral da ONU, em Nova York.
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