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Santidade é essencial à Igreja PDF Imprimir E-mail
Escrito por Ecclesia   
24-Fev-2008
O Cardeal José Saraiva Martins, prefeito da Congregação da Causa dos Santos, apresentou na passada Segunda feira a instrução “Sanctorum Mater”, um documento que permite aos bispos diocesanos e aos seus colaboradores instruírem a primeira fase do processo de beatificação, a nível local, com o rigor necessário para verificar “a fama de santidade” do candidato à honra dos altares. Sobre esta instrução, o director da Sala de Imprensa do Vaticano, o Pe. Frederico Lombardi, sublinha que o longo processo de reconhecimento público da santidade de uma pessoa “não pode começar sem o pedido da comunidade cristã”.

Este é um dos pontos mais significativos da Instrução da Congregação para a Causa dos Santos.

No documento “Sanctorum Mater” afirma-se que a verificação séria da fama de santidade ou de martírio de um número consistente de fieis é uma das condições absolutamente necessárias para o início do processo.

Isto significa que “não se pode proclamar beato ou santo alguém “recomendado” ou apreciado por uma pessoa influente, mas apenas se o povo crente está convicto de um exemplo eclesial de testemunha de fé.

“A Igreja acredita que o Espírito Santo está presente e fala ao povo de Deus, lhe confere uma sensibilidade particular, capaz de reconhecer a presença da santidade genuína”, explica o Pe. Frederico Lombardi.

É importante para a Igreja universal a existência, em Roma, de um Dicastério e de leis precisas para dialogar com “a presença de santidade” de fiéis e confirmar a presença dessa santidade com sinais certos, neste caso os milagres, de forma a chegar com segurança à proclamação pública de santidade de um membro da Igreja.

“O beato ou o santo canonizado é apenas «a ponta do iceberg» da realidade da vida cristã, afirma o director da Sala de Imprensa.

“A santidade é essencial à Igreja. A doutrina é fundamental, assim como a boa conduta das comunidades, mas a santidade é a mais completa das virtudes cristãs. Esta é uma prova da credibilidade da Igreja”.

Recordando palavras de Benro XVI, o Pe. Frederico Lombardi afirma que “Deus quando vem de encontro a nós, não vem só. Vem na companhia de Maria e dos Santos. Nós acreditamos que a Igreja é verdadeiramente «Mãe dos santos»”.

 
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