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Escrito por Agência Fides
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23-Abr-2008 |
O ex-presidente cubano Fidel Castro elogiou em um dos seus artigos a mensagem a favor da paz pregada por Bento XVI em sua visita aos Estados Unidos, que terminou nesta segunda-feira. Em sua análise, destacou que "Bento XVI volta hoje a Roma. Os belos e impressionantes cantos findaram nos templos. Agora continuará escutando o odioso e incessante estampido das armas", escreveu Fidel. Ao descrever a estadia do Papa nos Estados Unidos e o seu encontro com o presidente norte-americano, George W. Bush, Fidel disse que "o chefe do império não se atreveria a exigir ao Estado do Vaticano uma nova constituição e eleições livres como ele as concebe para Cuba". "Como líder de uma igreja em meio à guerra desatada pelos Estados Unidos contra os muçulmanos, a sua mensagem foi ecumênica e favorável à paz", considerou o ex-presidente. O líder cubano escreveu, sob o título genérico "Reflexões do companheiro Fidel", que "não é fácil desentranhar o pensamento do Vaticano sobre os espinhosos temas que são abordados em um mundo onde o Presidente dos Estados Unidos e os seus aliados ricos e desenvolvidos impuseram uma guerra sangrenta contra a cultura e a religião de bilhões de pessoas em nome da luta contra o terrorismo". Nessa guerra, considerou, "impera a tortura, o saque e a conquista pela força dos hidrocarbonetos e as matérias-primas, o que expressou o Papa é a antítese da política de brutalidade e força que aplica o cantor de 'Las Mañanitas'", referindo-se a Bush, que comemorou o aniversário do Papa cantando essa canção tradicional mexicana, entoada em aniversários.
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