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A presença da Igreja na mídia foi um dos temas que dominou o 9º Seminário Estadual de Comunicação do Regional Sul 3 da CNBB (Rio Grande do Sul), encerrado neste sábado, 28, em Pelotas (RS), com a participação de 60 comunicadores. “A virtualidade cria a relação, mas é necessário que haja uma corporeidade e isso o virtual não dá”, alertou o vice-presidente da OCCLAC, padre Attílio Hartman, ao abordar a questão das celebrações católicas na TV.
“A celebração está na presencialidade”, afirmou.
Para o vice-reitor da Unisinos, padre Pedro Gilberto Gomes, é preciso estar atento ao salto “quântico” dado pela comunicação ao longo dos anos. “Não nos damos conta de que houve um salto quântico dado pela internet e pela digitalidade”, afirmou. Segundo o professor, este salto vai além da quantidade e da qualidade e é preciso observar o tipo de Igreja que emerge da mídia. “O problema não é o que a Igreja faz com a mídia, mas que Igreja está emergindo da mídia”, disse.
O assessor de imprensa da CNBB, padre Geraldo Martins Dias, apresentou aos participantes a estrutura de comunicação da Conferência dos Bispos e chamou a atenção para a necessidade de se ampliar os contatos com as dioceses e regionais a fim de tornar a comunicação da CNBB mais presente nas bases.
Já o responsável pelo Setor de Comunicação do Sul 3, padre Marcelino Sivinski, apresentou a programação do Mutirão de Comunicação da América Latina e Caribe, que será sediado por Porto Alegre, de 12 a 17 de julho de 2009. “O Mutirão de Comunicação da América Latina e Caribe pretende ser uma vivência de comunicação na qual todos os participantes mostrem suas experiências e saberes para enriquecimento mútuo e produção de novos conhecimentos coletivos”, explicou padre Sivinski.
O bispo de Santa Maria (RS), responsável pela Comunicação no regional, dom Hélio Rubert, presidiu a missa e ressaltou a importância do encontro porque “prepara o Mutirão de Comunicação Latino-americano no próximo ano”. Para o secretário executivo da CNBB regional, padre Tarcisio Rech, o seminário se destacou porque procurou “unir a prática da comunicação à teoria”.
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