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Conta a lenda que, num jardim, entre muitas flores, vivia uma bela rosa. Ela passava o tempo todo se lastimando porque vivia rodeada de espinhos, enquanto que ali perto, crescia uma margarida bonita, vestida de noiva, sozinha, livre, sem ninguém que a molestasse. Era facilmente vista por todo o jardim.
A rosa sentia-se infeliz porque os espinhos lhes tiravam a personalidade, a diminuíam, escondiam sua beleza e suas qualidades. Estavam lá sem necessidade. Apenas para humilhá-las diante das flores. Se pudessem ser eliminados, ela apareceria mais bonita, charmosa e atraente no meio do jardim. E, se perguntava cheia de mágoas: “Por que não pertenço à outra família? Não poderia ter nascido margarida, como a minha vizinha, por exemplo? Por que nasci nesta família onde existem tantos espinhos? Se eu fosse margarida, não necessitaria viver com uma coroa de espinhos ao redor de mim. Pois, quando abro os olhos, sempre vejo as pontas compridas das unhas desses tristes e indesejáveis companheiros. Companheiros que me escravizam. Que não me apóiam. Que não sorriem para mim, que não me dão carinho como eu gostaria. Que não conversam e nem olham para mim. Companheiros que não são capazes de me estender a mão sem me machucar”.
Certo dia em que a rosa, como sempre, estava amuada, triste e revoltada por seu destino, passou por lá um moleque. Olhou para a rosa, com cobiça, porque a achou muito bonita. Tentou colhê-la. Mas os espinhos se agarraram em suas mãos e não deixaram que a tocassem. Desistindo do seu intento, olhou para o lado. Viu a margarida sem proteção. Colheu-a. Desfolhou-a e atirou suas pétalas ao vento...
Para refletir e responder:
- Que lição você pode tirar desta lenda para a sua vida?
- Existem “espinhos” na sua família e você tem dificuldades para aceitá-los?
Ler: Filipenses 4, 11.13) JMJ
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