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A Igreja não tolera a bebida EXCESSIVA (nunca!), assim
como não tolera excessos em outras coisas. As ações humanas são divididas em
três categorias: boas, más e indiferentes. As ações indiferentes são aquelas que
podem vir a ser boas ou más, dependendo do uso ou abuso feito delas. Por
exemplo: comer é um ato indiferente, e esse ato será bom se for feito com o
propósito de manter a saúde e a força; porém ele se tornará pecador quando for
feito em excesso (gula). Da mesma forma, o jogo, o fumo, a dança e muitas outras
ações indiferentes.
A bebida pode ser boa se feita por razões de saúde, ou
recreação inocente. Seu abuso ou bebedeiras é realmente maldoso e pecador.
A Escritura não condena a bebida em si. Na Bíblia existem
aproximadamente 117 referências à bebida como algo de bom. Temos um exemplo
disso em São Paulo, que RECOMENDA a bebida, escrevendo a Timóteo:
''Não bebas mais água só, mas usa um pouco de vinho, por
causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades'' (1Timóteo 5,23).
Nosso Senhor, Ele mesmo, foi acusado pelos Fariseus de ser
um homem que era ''um glutão e um bebedor de vinho'' (Mateus 11,19) Também
nosso Senhor, ele mesmo, nas bodas de Caná transformou água em vinho. Certamente
nós não podemos acusar nosso Senhor por fazer tal coisa, pois seria pecado.
Todavia, a ingestão de bebidas alcóolicas é um ato indiferente; esse ato se
tornará mau pelo abuso ou pelo excesso.
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