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Como pode a Igreja Católica tolerar a bebida? PDF Imprimir E-mail
Escrito por UC   
04-Jun-2004

A Igreja não tolera a bebida EXCESSIVA (nunca!), assim como não tolera excessos em outras coisas. As ações humanas são divididas em três categorias: boas, más e indiferentes. As ações indiferentes são aquelas que podem vir a ser boas ou más, dependendo do uso ou abuso feito delas. Por exemplo: comer é um ato indiferente, e esse ato será bom se for feito com o propósito de manter a saúde e a força; porém ele se tornará pecador quando for feito em excesso (gula). Da mesma forma, o jogo, o fumo, a dança e muitas outras ações indiferentes.

A bebida pode ser boa se feita por razões de saúde, ou recreação inocente. Seu abuso ou bebedeiras é realmente maldoso e pecador.

A Escritura não condena a bebida em si. Na Bíblia existem aproximadamente 117 referências à bebida como algo de bom. Temos um exemplo disso em São Paulo, que RECOMENDA a bebida, escrevendo a Timóteo:

''Não bebas mais água só, mas usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades'' (1Timóteo 5,23).

Nosso Senhor, Ele mesmo, foi acusado pelos Fariseus de ser um homem que era ''um glutão e um bebedor de vinho'' (Mateus 11,19) Também nosso Senhor, ele mesmo, nas bodas de Caná transformou água em vinho. Certamente nós não podemos acusar nosso Senhor por fazer tal coisa, pois seria pecado. Todavia, a ingestão de bebidas alcóolicas é um ato indiferente; esse ato se tornará mau pelo abuso ou pelo excesso.

 
 
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