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É verdade que o homem não deve
obediência à ninguém? Só a mulher é quem deve obedecer? O homem
não deve ouvir a opinião da mulher em certas coisas que se resolve em
casa? A mulher deve simplesmente obedecer o que o marido resolveu
sozinho, sem ouvir a mulher e os filhos?
De instituição e por disposição divina, o marido deve ser a cabeça do
casal, pois se não houver em toda sociedade humana alguém que governe
e tenha a palavra final, cai-se na anarquia, ou seja na desordem. Uma
das causas da crise do casamento hoje em dia é o igualitarismo total que
se pretende entre os esposos, sem que haja alguém que tenha autoridade
sobre o outro. O resultado é que, havendo discórdia, os
cônjuges partem levianamente para a desastrosa
separação... Entretanto, o domínio do marido
sobre a esposa e os filhos deve ser amoroso, cheio de respeito e
compreensão. Tudo deve ser feito por amor a Deus, na
caridade, suportando-se e animando-se mutuamente, na busca
da própria santificação, da edificação dos filhos e bem-estar da
família. O Apóstolo São Paulo explica a razão
profunda desse procedimento. Diz ele: "As mulheres sejam
sujeitas a seus maridos como ao Senhor porque o marido é cabeça da
mulher, como Cristo é a cabeça da Igreja, seu corpo,
do qual Ele é o Salvador. Ora, assim como a Igreja está
sujeito a Cristo, assim também as mulheres o sejam a seus maridos
em tudo. Maridos, amai as vossas esposas, como Cristo amou
a Igreja, e por Ela se entregou a si mesmo, para A santificar...
Assim os maridos devem amar as suas esposas como a seus próprios
corpos. O que ama a mulher, ama-se a si mesmo... Este
mistério é grande, mas eu o digo em relação a Cristo e à Igreja.
Por isso também cada um de vós ame sua mulher como a si mesmo; e a
mulher reverencie o seu marido" (Efésios,
5,21-33). É claro que, na medida do
possível, deve haver consonância entre o marido, a mulher e os
filhos, o que se consegue quando o lar está penetrado pelos princípios
do amor de Deus. O homem não é um ditador e muito menos um
tirano, ele é esposo e pai; e é enquanto tal que sua autoridade
se exerce. Ele próprio está sujeito à lei de Deus, fora da qual sua
autoridade não se exerce legitimamente.
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