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Quem manda na sua família? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Silas   
21-Nov-2003

Dom Girônimo Zanandréa
Bispo Diocesano de Erexim

Em Porto Alegre, está acontecendo (22 e 23/11) a Assembléia Regional da Pastoral Familiar. Tem como tema: “Acreditar na Família é construir o futuro”.

Participantes de quase todas as Dioceses gaúchas estão refletindo e debatendo assuntos pertinentes à Família, no mundo de hoje. Lá estão, porque desejam construir o futuro a partir da Família. João Paulo II disse que o “futuro da humanidade passa pela Família”.

Ninguém duvida, hoje, que os grandes Meios de Comunicação Social têm enorme influência e até interferência na vida familiar do nosso povo. Entre eles, predominam os aparelhos com tela: TV, computador, videogames, internet.

Uma pesquisa divulgada pelo Observatório da Imprensa, em 2000, apontou que 53% dos pais não conseguem controlar a TV dos seus filhos; 78% sentem-se constrangidos, quando estão acompanhados das crianças diante de cenas de sexo.

Infelizmente, a televisão, hoje, é o maior lazer para mais de 80% da população brasileira. Apenas 18% da população lê livros, jornais, revistas. A falta de dinheiro e a sensação de insegurança são apontadas como principais motivos para as pessoas ficarem “grudadas” num aparelho com tela.

Pesquisa, um tanto antiga, concluía que só em uma semana foram disparados 1.940 tiros nas telas de TVs; houve 886 explosões; 651 brigas; 1.145 cenas de nudez; 233 trombadas de carro e 188 referências a trejeitos homossexuais. Pesquisa semelhante, nos Estados Unidos, mostrou que um telespectador de 18 anos terá visto 3.200 cenas de homicídios e 250.000 atos violentos na TV.

Pais, professores, autoridades, jovens e até crianças, conscientes dessa problemática, se perguntam: Que fazer diante de todos esses fatos? Será que basta criarmos um dia ou uma semana de “jejum televisivo”, seguindo o exemplo do povo norte-americano? Ou temos que discutir e pensar outros caminhos mais éticos, para administrarmos nosso costume de assistir TV, jogar os games eletrônicos ou usar a internet?

Recente pesquisa revela que crianças acima de 7 anos preferem assistir novelas e filmes de adultos, mas não preferem os filmes violentos. Será que está surgindo uma nova geração, avessa à cultura da violência, imposta pelos filmes e pela televisão? Cresce o número dos que pensam que não podemos continuar a nos submeter à cultura da violência. Temos que encontrar os caminhos de uma cultura da paz. Mas para chegar a isso, temos que começar uma nova ética na programação da mídia e uma nova ética na educação escolar e na família.

Felizmente, hoje, surge uma nova consciência, com a tendência de criar uma atitude em favor da paz! Para concluir, fica esse questionamento: É sua família que controla o tempo de ver televisão e usar a internet? Ou são a televisão e a internet que mandam na sua família? (FONTE: RAYMUNDO DE LIMA. Solidário: Família e sociedade-n. 404, 13 a 26/11/03, p. 3).


Disponibilizado pela CNBB em 21/11/2003

 
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