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A fé é um virtude teologal, um dom de Deus que, na maneira de expressar-se da Sagrada Escritura - " É o fundamento da esperança; é a certeza a respeito do que não se vê", de acordo com o que nos diz a Carta aos Hebreus, cap. 11, ver. 1.
A Política, na teoria, é uma importantíssima ciência social que tem por finalidade proporcionar o bem comum, a felicidade geral de um povo, utilizando-se de meios eficientes.
Na prática, a política (com p minúsculo) é um modo, segundo conhecemos no Brasil especialmente,nem sempre louvável de como agem os profissionais da esperteza nos diferentes níveis da administração pública, nos municípios, nos estados federativos e no governo federal.
Desde sempre, em nosso País, é lamentável de se dizer, mas é a dura realidade, a política como artimanha tem prevalecido a ponto de homens cheios de qualidades para o gerenciamento dos interesses da coletividade se tornarem decepcionantes em pouquíssimo tempo, no exercíciodos altos cargos para os quais foram eleitos pelo povo, com uma alta carga de esperança dos votantes.
O Bispo D. Amaury Castanho, de Jundiaí (SP), com sua larga experiência de eminente professor universitário antes de assumir o episcopado, disse, com muita procedência, que o envolvimento da Igreja Católica com os movimentos políticos no Brasil tem sido, nos últimos trinta anos, a principal causa da saída de muitos católicos para outros credos religiosos, sobretudo paraas seitas ditas evangélicas, como demonstra o ultimo censo do IBGE.
Tem ele toda a razão, em que pesem opiniões em contrário, como se observa de relatórios específicos de alguns sociólogosmais intimamente ligados àConferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Não resta dúvida de que a falta de firme convicção na fé cristã por parte da grande massa de católicos adesistas ao protestantismo é fator de relevância, embora não seja o predominante.
E, se existe essa falta de clareza e segurança na fé católica deve-se considerar que a evangelização, a catequese substanciosa, com ênfase à Palavra de Deus, à Sagrada Escritura tem sido uma das mais tristes omissõesque se constata nos últimos trinta anos, notabilizando-se os movimentos eclesiais deleigos mais pela profana convivência de bem estar grupal do que de fomento e recíproco apoio na edificação da fé esclarecida pelo sólido ensinamento e constante reflexão sobre as Verdadesda Revelação Divina e pela prática das virtudes cristãs de que só a Igreja Católica e Apostólica Romana é exclusiva depositária e mestra.
Reduzir-se a fé a estímulo para a prática de ações revolucionárias, justificando-se com o denominadoclamor dos excluídos, é grave e trágico engano, pois é deixar os próprios excluídos, vítimas da sociedade cética e insincera, à mingua mais perversa do bem verdadeiro do que à da falta do pão material, que reclamam tanto, pois é justamente a Palavra de Deus o alimento que se sobrepõe a tudo aquilo que apenas satisfaz temporariamente a carne efêmera e prescinde da nutrição satisfativa e perene daalma imortal, que se encontra tão-somente nas Palavras de Vida Eterna, de que é fonte única Nosso Senhor Jesus Cristo, o qual, por ser o próprio Reino de Deus, é aquela Justiça de que Ele tambémnos fala que deve ser procurada e conquistada, a todo custo e em primeiro lugar, garantindo-nos que, depois desse encontro do valor principal e maior, tudo o mais ( e claro, o próprio pão de cada dia) nos será proporcionado de forma multiplicada (Mt 6,33).
Deixados sem a Palavra que Salva, a Palavra de Deus, ficaram todos, no Brasil, cativos da enganação da palavra insincera e cínica dos homens que, na política brasileira, predominam pela total falta de coerência, fidelidade e honestidade, em qualquer dos partidos passados e atuais.
E a alma, cuja fome e sede são mais exigentes do que as similares carências da carne, acaba por ser vítima sobretudo da heresia evangélica, falseadora do autêntico Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, heresia de mil faces e igrejas inumeráveis que se tornou onipresente, nas rádios e na televisão.
Vale trazer à lembrança aquela advertência de Nosso Senhor Jesus Cristo aos judeus que descrentes da ressurreição ouviram do Divino Nazareno esta repreensão, que também se aplica a todos nós, pelo risco de, muito pouco ou nada sabendo da Palavra de Deus, virmos a nos tornar vítimas dos “cheques sem fundo” a que devem ser bem comparadas essas crenças mentirosas e cairmos perdidamente numa dessas escabrosas heresias.
Aos católicos que pouco ou nada conhecem da Bíblia, é Jesus Nosso Senhor que fala:
- "Vocês estão errados por não conhecerem as Sagradas Escrituras e o poder de Deus!" Mt 22, 29.
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