09-Jan-2009  
 
Principal
Início
Artigos
Notícias
Cartões
Santo do dia
Links
Liturgia Diária
Busca Google

Na Web Neste site  

Livros On-line
Estudando nos Passos de Maria
Pequeno Catecismo
Livro Oriente
Interativos
Biblia On-line
Faq
Links Católicos
Liturgia Diária
Especiais
A Paixão de Cristo de Mel Gibson
Institucional
Publicidade
Contato
Intranet - Uso interno





Esqueçeu a senha?


Derradeiras Graças
   arrow Artigos arrow Ponto de Vista       
Vicissitudes do Evangelho PDF Imprimir E-mail
06-Fev-2004

Dom Sinésio Bohn
Bispo de Santa Cruz do Sul

Numa roda de cristãos alguém deplorou a disputa de fiéis por tantos novos movimentos religiosos e até observou, um mercado moderno, sem respeito pela consciência e sem ética nas relações entre instituições. Uma senhora alemã atalhou: “É melhor a concorrência religiosa ou a indiferença religiosa?”

De fato, a sociedade da Europa Central tem tudo que precisa para viver dignamente. Mas não dá a sensação de um povo alegre e feliz, como os pobres da América Latina.

O abandono em massa da Igreja por parte dos cristãos católicos para fugir do “imposto da Igreja” estancou. E mesmo que a freqüência à Missa ou ao culto diminua, há dez vezes mais pessoas nas igrejas do que nos estádios de futebol da “Bundesliga” (Liga Alemã de Futebol).

Outro fenômeno formidável é a solidão e o anonimato nas cidades. Há bairros urbanos onde 50% até 60% das moradias reside apenas uma pessoa. Sem relações humanas, sem família, sem apoio, como que abandonados. É a decomposição da sociedade, pela falência da solidariedade, a exaltação do individualismo e como resultado o anonimato e a solidão.

Como evangelizar esta sociedade? No Brasil assumimos três prioridades: A Palavra de Deus, a renovação litúrgica e o testemunho da caridade. No âmbito da valorização e acolhimento da pessoa, do fortalecimento da comunidade e da sociedade solidária.

O catolicismo alemão, se vejo bem, procura superar a frieza e a indiferença religiosa pela renovação espiritual através da liturgia e de encontros de espiritualidade. Também pela defesa corajosa da vida, incluindo a família, e a integridade da criação. Terceiro, pela transmissão da fé à próxima geração, com especial atenção às crianças e à juventude. Finalmente, pelo fortalecimento das relações humanas e dos vínculos comunitários, tanto no âmbito do próprio país, como nas relações de solidariedade com os povos do mundo e de diálogo com outras religiões e outras culturas.

Para alcançar tais objetivos existem inúmeras iniciativas, instituições e milhares de pessoas comprometidas. Creio que a crise da fé na Europa Central e as iniciativas das duas grandes Igrejas (Católica e Evangélica) para superá-la devam servir como alerta para não trilharmos o caminho da indiferença religiosa, com as graves conseqüências para a sociedade global.

Mas também podem servir de luz para iluminar os caminhos da evangelização em nosso país. Pois renovação espiritual, defesa corajosa da vida, inclusive a integridade da criação, transmissão viva e criativa da fé às novas gerações, com especial atenção à juventude e à infância; formação de comunidades autênticas, como fermento de uma sociedade solidária; são objetivos válidos para prevenir a decadência da sociedade e manter vivo o Evangelho entre nós.

Ehningen (Alemanha), aos 05 de Fevereiro de 2004.

Disponibilizadopela CNBBem 6/2/04

 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >