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O Decálogo das Sagradas Escrituras PDF Imprimir E-mail
11-Out-2003

A palavra “Decálogo” significa literalmente “Dez Palavras” (Ex. 34,28; Dt.4,13; 10,4) .

Deus revelou essas “Dez Palavras” a seu povo no Monte Sagrado.

São Palavras de Deus de modo eminente. Foram transmitidas no Livro do “Êxodo” e no do “Deuteronômio”. Desde o A.T. os Livros sagrados se referem às “Dez Palavras”.

Mas, é em Cristo, na Nova Aliança, que será revelado seu sentido pleno. O Decálogo é um caminho de vida.

As “Dez Palavras” resumem e proclamam a Lei de Deus.

“Os Mandamentos anunciam os princípios da vida moral e cristã válidos para todos os homens”.

- “Mestre, o que devo fazer?”

Para merecermos a vida eterna temos necessidade de inicialmente reconhecer Deus como fonte de todo o bem. Jesus nos alerta quando diz: “Se queres entrar na vida eterna, guarda os Mandamentos” Ele nos deu os DEZ MANDAMENTOS, mas os resume de modo positivo: “Amarás a teu próximo como eu vos amei” (Mt.19,16-19).

Jesus acrescenta em Mateus: (19-21): “Se queres ser perfeito vai, vende os teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro nos céus. Depois, vem e segui-me. O seguimento de Jesus inclui o cumprimento dos Mandamentos”.

Qual o Maior Mandamento da Lei? (M 22, 36). Ele responde: “Amarás ao Senhor Teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma e de todo o teu entendimento”. (Mt 22,37).

OS 10 MANDAMENTOS

1º. Mandamento: “Amarás a teu Deus sobre todas as coisas”.

Amarás o Senhor teu Deus, de todo coração, de toda alma e de todo o entendimento. (Mt 22,37).

Este primeiro preceito abrange a fé, a esperança e a caridade. Deus é ser constante, imutável, fiel e justo.

2º. Mandamento: “Não tomar teu Santo Nome em vão”.

O nome do Senhor é Santo. Devemos respeitá-lo como Ele mesmo nos manda. “Não pronunciarás em vão o nome do Senhor teu Deus” (Ex.20, 7 - Dt. 5,11).

O 2º. Mandamento proíbe o abuso do nome de Deus, de Jesus Cristo, da Virgem e de todos os Anjos e Santos.

3º. Mandamento: “Guardar os Domingos e Festas de Guarda”.

Este Mandamento nos lembra da santidade do Sábado. Em seis dias o Senhor fez o céu e a terra, o mar e tudo o que eles contêm, mas, repousou no sétimo dia. Por isso, o Senhor abençoou o “Dia de Sábado” e o santificou (Ex.20,11). O Sábado é dedicado ao Senhor. É um dia de protesto contra a escravidão do trabalho e o culto de dinheiro.

De cada semana devemos santificar o dia de descanso, que é um dia consagrado a Deus. É Dia de Louvor!

O Domingo – Plenitude do Sábado. O Domingo se distingue expressamente do Sábado ao qual sucede a cada semana e cuja prescrição ritual substitui, para os cristãos.

No Domingo o homem deve prestar cultos exteriores, visíveis e públicos ao Criador.

A celebração Dominical onde se celebra o Mistério Pascal deve ser guardada como Dia de Festa, por excelência. Os Dias Santos determinados pela Igreja, também devem ser guardados.

4º. Mandamento: “Honrar Pai e Mãe” Deus quis que depois dele, honrássemos nosso Pai e nossa Mãe a quem devemos a vida e que nos dão o conhecimento de Deus. Esta relação de pais e filhos é a mais universal.

A família está nos Planos de Deus. Devemos, tudo fazer, para preservá-la contra as tentações. Nossa salvação está ligada ao bem estar da comunidade conjugal e familiar. Os pais são os primeiros responsáveis pela educação dos filhos na fé, na oração, em todas as virtudes. Têm o dever de prover, na medida do possível, as necessidades físicas e espirituais dos filhos.

5º. Mandamento: “Não Matar”

A vida humana é sagrada porque é obra do Criador. Só Deus é o dono da vida. Ninguém, em nenhuma situação pode reivindicar para si, ou para outro, o direito de destruir o ser humano.

Desde Abel e Caim a Escritura revela a cólera e a cobiça, presentes no homem. Caim, assassino do irmão foi amaldiçoado por Deus.

A vida humana deve ser respeitada e protegida de modo absoluto desde a concepção.

Cada um é responsável pela própria vida. Diante de Deus devemos preservar nossa vida para honra do Senhor e para nossa Salvação. O suicídio contradiz a ordem natural de conservar e perpetuar a própria vida.

Este Mandamento é contrário às guerras, à vingança, ao suicídio, à violência em geral, a tudo que possa auxiliá-los como venda de armas, abortos, etc.

6º. Mandamento: Não pecar contra a Castidade

Deus é Amor e vive em si mesmo o mistério da comunhão pessoal de amor: “Deus criou o homem à Sua imagem... homem e mulher Ele nos criou”. (Gen.1,2). Crescei e multiplicai-vos (Gen.1,28)

A sexualidade afeta todos os aspectos da pessoa humana na unidade de Corpo e Alma. Cada um deve reconhecer e aceitar a própria identidade sexual. A união do homem e da mulher no casamento é uma maneira de imitar na carne a generosidade e a fecundidade do Criador: “O homem deixa seu pai e sua mãe, se une a sua mulher, e eles se tornam uma só carne” (Gen.2,24).

A castidade é a aprendizagem do domínio de si, que é uma pedagogia da liberdade humana.

A afirmativa é clara: Ou o homem comanda as próprias paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por ela e se torna infeliz. O desejo desordenado ou o gozo desregrado do prazer venéreo é ofensa à castidade, assim como a masturbação, excitação voluntária dos órgãos genitais, a pornografia, a prostituição e o estupro.

A homossexualidade designa a relação entre pessoas do mesmo sexo. São contrários às leis naturais. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não é aprovado pela Igreja.

Há casos inatos de homossexualidade. Eles não escolhem esta condição. Eles
devem ser acolhidos com respeito e amor, nunca discriminados.

No Amor Conjugal o homem e a mulher se doam um ao outro. Os atos em que os cônjuges se doam intimamente são honestos e dignos. A sexualidade é fonte de alegria e prazer. O próprio criador estabeleceu que nesta função os esposos sentissem prazer e satisfação do corpo e do espírito. Aí se faz a finalidade principal deste ato: a procriação. Assim, o Amor Conjugal entre o casal atende à exigência da fidelidade e da fecundidade.

São contrários a este Mandamento: o divórcio, a bigamia, o incesto, a união livre, etc.

7º. Mandamento: “Não Furtar”

Este mandamento proíbe tomar injustamente os bens do próximo ou lesá-lo. Exige respeito às coisas alheias. O Direito de Propriedade Privada adquirida pelo trabalho, ou recebida de outro por herança ou doação, deve ser resguardado. Jesus abençoa Zaqueu por causa de um compromisso. “Se defraudei a alguém, lhe restituo o quádruplo” (Lc. 19,8). Aqueles que se apossaram do bem alheio têm a obrigação de restituir ou devolver o equivalente.

O Amor aos pobres é incompatível como Amor imoderado das riquezas. Deus abençoa quem ajuda os pobres e reprova quem desvia deles, ou de qualquer outra criatura, o que lhes pertence.

São João Crisóstomo lembra: “Não deixar os pobres participar os próprios bens é roubá-los e tirar-lhes a vida. Nós, não detemos os nossos bens, mas os deles”.

8º. “Não Levantar Falso Testemunho”

Deus é fonte de toda verdade: Tua Palavra é Verdade. Tua Lei é Verdade. Tua Verdade continua, de geração em geração (Sl.119.90)

O falso testemunho é perjúrio, quando uma palavra verdade assume uma gravidade particular. Diante de um tribunal é falso testemunho. Quando sobre juramento é perjúrio.

O respeito à reputação proíbe qualquer atitude e palavra capaz de causar prejuízo injusto.

A mentira é condenável. É profanação da palavra.

O sigilo da confissão é sagrado e não pode ser traído sob qualquer pretexto.

Os segredos profissionais: políticos, médicos, militares, juristas ou confidências sob sigilo devem ser guardados, salvo casos especiais, ou casos graves com prejuízos à terceiros.

“A Verdade implica a alegria e o esplendor da beleza espiritual”.

9º. Mandamento: “Não Desejar a Mulher do Próximo”

Não cobiçarás a casa do teu próximo, não desejarás a tua mulher, nem o teu servo, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem coisa alguma que pertença a teu próximo (Mt.5,280.

O coração é a sede da personalidade moral. É dele que procedem as más intenções, assassinatos, adultérios, prostituições, roubos, falsos testemunhos e difamações (Mt. 15.19).

A sexta bem-aventurança proclama: “Bem aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt.5.8). No Sermão da Montanha Deus nos falou:

Não cometerás adultério, Eu, porém, vos digo: “Todo aquele que olha para uma mulher com desejo libidinoso já cometeu adultério com ela no coração” (Mt. 5,27-28). O homem não deve separar o que Deus uniu.

O adultério designa a infidelidade de um dos cônjuges numa relação, embora passageira. Cristo condena o adultério, mesmo de simples desejo. O adultério é injusto.

Quem o comete, falta com os próprios compromissos. Fere o sinal da Aliança, que é o vínculo matrimonial, lesa o direito do outro, prejudica a instituição do casamento, violando o contrato.

Este Mandamento adverte contra a cobiça e a concupiscência carnal.

A luta contra a cobiça carnal passa pela purificação do coração e a prática da temperança;

A pureza do coração nos permite ver a Deus e nos permite, desde já, ver todas as coisas.

A pureza do coração exige o pudor que é paciência, modéstia e discrição.

O pudor preserva a intimidade das pessoas.

10º. Mandamento: Não cobiçarás as Coisas Alheias

Não cobiçarás coisa alguma que pertença a teu próximo. (EX.20,17).

Este Mandamento complementa o nono. Proíbe a cobiça dos bens dos outros. Proíbe a ambição desregrada, nascida da paixão imoderada das riquezas e de seu poder. A inveja é um vício capital. Designa a tristeza sentida diante do bem do outro e do desejo desenfreado da apropriação do mesmo. Santo Agostinho via na inveja “o pecado diabólico por excelência”. Da inveja nascem o ódio, a maledicências, a calúnia, a alegria causada pela desgraça dos outros e o desprazer causado pela prosperidade do próximo.

O desapego às riquezas é um caminho para entrar no Reino dos Céus. “Bem-Aventurados os pobres de coração”.“O verdadeiro desejo do homem é de ver a Deus: “Amar a Deus de Todo o Coração e ao Próximo como Ele nos Ama!”


Paróquia São Francisco Xavier -Niterói, 2003 – “Círculo Felicidade”

Coordenadores de Círculo de Casais: Abel e Lourdinha Passos – Padres: Pedro e Rafael

Leitura e Reflexão Bíblica ( Êxodos 20,1-20)

Abel e Lourdinha Passos – Niterói R.J.
JMJ

 
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