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À Santíssima Virgem foi dado o título de "Rainha" pelo papa Pio XII durante o Primeiro Ano Mariano que foi de 8 de Dezembro de 1953 a 8 de Dezembro de 1954. No Calendário Litúrgico há um Memorial da Realeza de Maria em 22 de Agosto. Maria é invocada como : * Rainha dos Anjos. * Rainha dos Patriarcas. * Rainha dos Profetas. * Rainha dos Apóstolos. * Rainha dos Mártires. * Rainha dos confessores . * Rainha das Virgens. * Rainha de todos os santos. * Rainha concebida sem pecado original. * Rainha elevada ao céu em corpo e alma. * Rainha do Santíssimo Rosário. * Rainha da Família. * Rainha da Paz. Inicialmente a Ladainha era composta por 43 invocações de súplica ou de louvor, e ao texto do século XVI foram sendo acrescentadas, ao longo dos tempos, algumas outras. Já no século XIX, quando por todo o mundo cristão cresciam os pedidos da definição do dogma da Imaculada Conceição, o Papa Gregório XVI (1831-1846), mandou incluir na Ladainha a súplica Rainha concebida sem pecado original. Depois o Papa Leão XIII mandou incluir na Ladainha Lauretana estas duas invocações novas : Mãe do Bom Conselho e Rainha do Santíssimo Rosário. No nosso século, o Papa Bento XV (1914-1922), em plena Primeira Grande Guerra Mundial (1914-1918), introduziu em 1917 a súplica Rainha da Paz. Mais tarde, Pio XII (1939-1958), que definira em 1950 o dogma da Assunção de Nossa Senhora, acrescentou a invocação Rainha elevada ao Céu em corpo e alma. Mais recentemente João Paulo II acrescentou a invocação Rainha da Família para ser colocada entra as invocações Rainha do Santíssimo Rosário e Rainha da Paz, cuja intenção era Para que em cada casa brilhe a luz do exemplo de Maria, e cada família goze da sua maternal proteção.
COROAÇÃO (de Nossa Senhora no céu). É a contemplação do 5° Mistério glorioso do Terço e o 15° do Rosário. Na arte e na literatura Nossa Senhora é representada na sua coroação ao chegar ao céu depois da Assunção. A memória de Nossa Senhora Rainha foi instituída por Pio XII (1939-1958), na sua encíclica Ad Cœli Reginam para ser celebrada em 31 de Outubro : - Portanto, tendo-nos convencido, depois de maduras e ponderadas reflexões, de que resultará grande proveito para a Igreja se esta verdade solidamente demonstrada resplandecer com maior evidência diante de todos, qual lucerna mais luminosa sobre o seu candelabro, com a nossa autoridade Apostólica decretamos e instituímos a festa de Maria Rainha, que se celebrará todos os anos no mundo inteiro a 31 de Outubro. Em virtude da reforma pós-conciliar, foi porém transferida como memória para o dia oitavo da festa da Assunção, ou seja, 22 de Agosto. E a carta Encíclica de Pio XII, termina assim : - Desejamos ardentemente que a Rainha e Mãe do povo cristão acolha estes nossos votos e alegre com a sua paz as terras batidas pelo ódio, e depois deste desterro a todos nos mostre Jesus, que será a nossa paz e a nossa glória eternamente - a vós, veneráveis irmãos, e aos vossos fiéis, como penhor de auxílio de Deus omnipotente e em testemunho do Nosso amor - de todo o coração concedemos a Bênção Apostólica. Dado em Roma, junto de S. Pedro, na festa da Maternidade da Bem-aventurada Virgem Maria, a 11 de Outubro de 1954, décimo sexto ano do Nosso Pontificado. A Assunção e a Coroação de Maria são familiares para os católicos porque são mistérios do Rosário que eles rezam e meditam frequentemente. Estes mistérios entraram no Rosário por tradições católicas que têm a sua origem mais no pensar dos teólogos do que nos textos bíblicos. A Coroação de Nossa Senhora é muito popular na arte cristã, e o sentido teológico da Coroação assenta no facto de Nossa Senhora ter sido a única criatura que nasceu livre de qualquer espécie de pecado. Por isso ela é a mais bela, a mais gloriosa, a mais amada por Deus. Rainha do Céu é-lhe atribuído como título, por ser ela a mais alta e mais bela das almas que encontraram e glorificaram a Deus com todo o seu amor. Não devemos admirar-nos de esta doutrina se não encontrar nos textos bíblicos, porque não são eles a única fonte da fé católica, a qual vem também até nós, da pregação de Cristo e dos Apóstolos. Os primeiros cristãos, logo que receberam a fé, começaram a pensar como é que Deus se fez homem e como é que teve uma mãe humana. Entre as últimas conclusões está a de que a mãe de Deus foi elevada ao Céu depois da sua morte e tomou o seu lugar como a mais alta das criaturas de Deus. A Assunção e a Coroação de Nossa Senhora como Rainha do céu e da terra, fazem um só mistério, como que duas faces da mesma medalha. A imperatriz bizantina Santa Pulquéria, dedicou-se a fazer coleção de relíquias dos santos e um dia, no Concílio de Calcedónia (451) perguntou ao bispo de Jerusalém, onde estava o corpo da Bem-aventurada Virgem Maria, que ela pensava que estava sepultada em Jerusalém. Então o bispo respondeu-lhe que Maria tinha falecido na presença dos Apóstolos mas que o seu túmulo, aberto a pedido do Apóstolo Tomé, se encontrava vazio, pelo que os Apóstolos concluíram logicamente que o corpo da Bem-aventurava Virgem Maria tinha sido elevado ao Céu. No tempo da imperatriz Pulquéria, o público em geral estava tão interessado nos desenvolvimentos religiosos como o está hoje sobre as explorações do espaço. Podemos também nós concluir que a imperatriz Pulquéria teria sido a primeira a difundir a mesma conclusão lógica dos Apóstolos, sobre a Assunção e a lógica Coroação de Nossa Senhora no Céu.
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