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Como o Faraó de coração endurecido não quis ouvir as palavras de Moisés e de Aarão, nem mesmo perante as nove primeiras Pragas, Deus disse que ia enviar uma última Praga, e que depois o Faraó não só deixaria sair os Filhos de Israel, mas que os havia de expulsar. Ora esta última praga era a morte de todos os primogénitos dos homens e dos animais. Então, a saída dos filhos de Israel do Egipto a caminho da Terra Prometida, era um fato extraordinário, porque era a sua definitiva Libertação. Esta Libertação de um Povo escravizado por tantos anos, seria o ponto de partida para uma nova fase da vida dos filhos de Israel. Deus deu a Moisés as suas instruções (Êx.12/1-20). Depois Moisés deu ao povo reunido as instruções que recebeu de Deus : - Ide escolher uma cabeça de gado miúdo para as vossas famílias, e imolai a Páscoa. Em seguida, tomareis um ramo de hissope e embebê-lo-eis no sangue que estiver na bacia e aspergireis com esse sangue a verga e as duas ombreiras da porta. Nenhum de vós transporará o limiar da sua casa até de manhã.(Êx.12,21). Este era o sinal para o anjo exterminador. Nas casas com o sangue nas ombreiras, o anjo passaria, mas, na sua Passagem, pouparia a vida dos primogénitos. E em todas as outras, incluindo a casa do próprio Faraó, o anjo entraria e mataria o primogénito. - A meio da noite, o Senhor matou os primogénitos do Egipto, desde o primogénito do Faraó, herdeiro do trono, até ao primogénito do preso na masmorra, e todos os primogénitos dos animais.(Êx.12,29). E na manhã seguinte, em cada casa havia um morto. O Faraó mandou chamar Moisés e Aarão e disse-lhes : - Ide-vos, parti do meio do meu povo, vós e os filhos de Israel. Ide servir o Senhor como dissestes.(Êx.12,31). Cumpria-se assim a promessa de Deus e os filhos de Israel partiram para o deserto a caminho da Terra Prometida : - Os filhos de Israel partiram de Ramsés para Sucot, em número de cerca de seiscentos mil homens, sem contar as crianças.(Êx.12,37). E com os filhos de Israel partiu também uma numerosa multidão de gente de proveniências diversas com grandes rebanhos de ovelhas e de bois. Deus tinha dito a Moisés como se deveriam preparar para a passagem do anjo exterminador, e acrescentou : - Conservareis a recordação desse dia, comemorando-o com uma solenidade em honra do Senhor : celebrá-lo-eis como uma instituição perpétua, de geração em geração.(Êx.12,14). Estava assim instituída a Páscoa, em memória da Passagem do anjo exterminador, a Passagem da escravidão para a verdadeira Libertação. Passagem que poupou os filhos de Israel, onde houvesse o sangue do Cordeiro, pelo que na Páscoa se ficou a imolar para sempre o Cordeiro Pascal. Os filhos de Israel haviam de celebrar esta solenidade para sempre e foi uma solenidade como esta que Cristo celebrou pela última vez com os seus Apóstolos, que por isso se chamou a Última Ceia. Nessa Última Ceia, Cristo tomou o lugar do Cordeiro e ofereceu-Se a Si mesmo como Cordeiro de Deus, imolado para alimento do seu povo – a Igreja. Assim instituiu a Eucaristia e o Sacerdócio. Depois enviaria o Espírito Santo para dar alma à Igreja. Hoje a Missa é a evocação, a repetição e a celebração da Páscoa, é a Nova Páscoa. A Missa é o suporte da Igreja e a Igreja sem a Missa não tem razão de ser, porque a Missa é toda História da Salvação.
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