21-Nov-2008  
 
Principal
Início
Artigos
Notícias
Cartões
Santo do dia
Links
Liturgia Diária
Busca Google

Na Web Neste site  

Livros On-line
Estudando nos Passos de Maria
Pequeno Catecismo
Livro Oriente
Interativos
Biblia On-line
Faq
Links Católicos
Liturgia Diária
Especiais
A Paixão de Cristo de Mel Gibson
Institucional
Publicidade
Contato
Intranet - Uso interno





Esqueçeu a senha?


   arrow Artigos arrow Catequese       
INSTITUIÇÃO DA PÁSCOA ! PDF Imprimir E-mail
19-Abr-2004

               Como o Faraó de coração endurecido não quis ouvir as palavras de Moisés e de Aarão, nem mesmo perante as nove primeiras Pragas, Deus disse que ia enviar uma última Praga, e que depois o Faraó não só deixaria sair os Filhos de Israel, mas que os havia de expulsar.

               Ora esta última praga era a morte de todos os primogénitos dos homens e dos animais.

               Então, a saída dos filhos de Israel do Egipto a caminho da Terra Prometida, era um fato extraordinário, porque era a sua definitiva Libertação.

               Esta Libertação de um Povo escravizado por tantos anos, seria o ponto de partida para uma nova fase da vida dos filhos de Israel.

               Deus deu a Moisés as suas instruções (Êx.12/1-20).

               Depois Moisés deu ao povo reunido as instruções que recebeu de Deus :

               - Ide escolher uma cabeça de gado miúdo para as vossas famílias, e imolai a Páscoa. Em seguida, tomareis um ramo de hissope e embebê-lo-eis no sangue que estiver na bacia e aspergireis com esse sangue a verga e as duas ombreiras da porta. Nenhum de vós transporará o limiar da sua casa até de manhã.(Êx.12,21).

               Este era o sinal para o anjo exterminador.

               Nas casas com o sangue nas ombreiras, o anjo passaria, mas, na sua Passagem, pouparia a vida dos primogénitos.

               E em todas as outras, incluindo a casa do próprio Faraó, o anjo entraria e mataria o primogénito.

               - A meio da noite, o Senhor matou os primogénitos do Egipto, desde o primogénito do Faraó, herdeiro do trono, até ao primogénito do preso na masmorra, e todos os primogénitos dos animais.(Êx.12,29).

               E na manhã seguinte, em cada casa havia um morto.

               O Faraó mandou chamar Moisés e Aarão e disse-lhes :

               - Ide-vos, parti do meio do meu povo, vós e os filhos de Israel. Ide servir o Senhor como dissestes.(Êx.12,31).

               Cumpria-se assim a promessa de Deus e os filhos de Israel partiram para o deserto a caminho da Terra Prometida :

               - Os filhos de Israel partiram de Ramsés para Sucot, em número de cerca de seiscentos mil homens, sem contar as crianças.(Êx.12,37).

               E com os filhos de Israel partiu também uma numerosa multidão de gente de proveniências diversas com grandes rebanhos de ovelhas e de bois.

               Deus tinha dito a Moisés como se deveriam preparar para a passagem do anjo exterminador, e acrescentou :

               - Conservareis a recordação desse dia, comemorando-o com uma solenidade em honra do Senhor : celebrá-lo-eis como uma instituição perpétua, de geração em geração.(Êx.12,14).

               Estava assim instituída a Páscoa, em memória da Passagem do anjo exterminador, a Passagem da escravidão para a verdadeira Libertação. Passagem que poupou os filhos de Israel, onde houvesse o sangue do Cordeiro, pelo que na Páscoa se ficou a imolar para sempre o Cordeiro Pascal.

               Os filhos de Israel haviam de celebrar esta solenidade para sempre e foi uma solenidade como esta que Cristo celebrou pela última vez com os seus Apóstolos, que por isso se chamou a Última Ceia.

               Nessa Última Ceia, Cristo tomou o lugar do Cordeiro e ofereceu-Se a Si mesmo como Cordeiro de Deus, imolado para alimento do seu povo – a Igreja.

               Assim instituiu a Eucaristia e o Sacerdócio.

               Depois enviaria o Espírito Santo para dar alma à Igreja.

               Hoje a Missa é a evocação, a repetição e a celebração da Páscoa, é a Nova Páscoa.

               A Missa é o suporte da Igreja e a Igreja sem a Missa não tem razão de ser, porque a Missa é toda História da Salvação.

 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >