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Resenha do livro “O Código Da Vinci” |
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Escrito por Opus Dei
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22-Abr-2004 |
‘O Código Da Vinci’ é um bestseller norte-americano de ficção que, depois de um investimento milionário em marketing, foi publicado recentemente no Brasil. A trama do romance propõe a falsidade do cristianismo, que seria uma invenção da Igreja Católica mantida a qualquer preço ao longo dos séculos. Diante da sugestão, nas primeiras páginas do livro, de que estaria baseado em fatos reais, apresentamos uma resenha crítica publicada em “El Confidencial Digital” (Espanha).
14 de Abril de 2004
São abundantes os romances, bem como as suas correspondentes adaptações cinematográficas, que se encaixam na chamada “teologia-ficção” para questionar a veracidade histórica do cristianismo. Não há dúvida de que pretendem aproveitar-se comercialmente do escândalo que suscitam nos fiéis e, ao mesmo tempo, fazer sucesso com um público carente de cultura religiosa, mas ainda familiarizado com o imaginário cristão.
O autor de ‘O Código Da Vinci’, Dan Brown, emprega a velha fórmula de encher páginas com uma informação aparente que, na realidade, não tem nenhuma base histórica, artística ou religiosa. Por isso, a crítica mais eloqüente é, simplesmente, expôr friamente a sua tese, despojando-a dos fogos de artifício da trama de ação.
O enredo desse romance se baseia em afirmar que Jesus foi casado com Maria Madalena, com quem teve uma filha. Este fato teria sido supostamente silenciado pela Igreja ao longo dos séculos, através de assassinatos e guerras. A hipótese, repetida por muitos detratores do cristianismo, não tem fundamento histórico algum, de modo que não é sustentada por nenhum exegeta católico ou protestante. No entanto, o autor parece considerar mais confiável o roteiro de “A última tentação de Cristo” do que séculos de estudos bíblicos.
A Igreja Católica aparece no livro como uma grande mentira histórica, produto de uma invenção do imperador Constantino, que procurava uma religião para todo o império. Até esse momento, o cristianismo teria sido uma religião oriental pregada por um profeta judeu chamado Jesus, casado com uma certa Maria Madalena, com quem teve uma filha. O imperador teria fundido os ensinamentos cristãos com as tradições pagãs, para que fossem mais facilmente aceitos pelo povo. Ele também promoveu o Concílio de Nicéia, onde submeteu a votação a declaração da divindade de Jesus, que até então era um simples homem. Essa tergiversação fez com que fosse necessário destruir todos os relatos evangélicos e reescrevê-los, para demonstrar a divindade e Cristo. Nessa manipulação teria sido suprimida a figura da mulher de Jesus, convertendo-a na atual Maria Madalena.
Desde então, o aspecto feminino e sexual da religião cristã teria sido sistematicamente recusado pela Igreja. Esta ficção histórica permite ao autor do romance descrever a Igreja Católica — representada pelo Vaticano e pelo Opus Dei — como inimiga da mulher, da verdade e capaz de todo tipo de crimes, chegando a afirmar que assassinou cinco milhões de mulheres.
Em contraste com a mentira do cristianismo apresenta como verdadeira religiosidade a dos cultos pré-cristãos, que adoravam a divindade feminina e praticavam o sexo sagrado.
A conclusão do romance é que não basta revelar a suposta verdade sobre o cristianismo, descobrindo as provas do casamento de Jesus com Maria Madalena, mas que é necessário que a Igreja Católica reconheça a sua impostura e os seus crimes, voltando a adorar a divindade feminina, o que a obrigaria a mudar a sua doutrina moral sobre a sexualidade e sobre o sacerdócio de mulheres.
À luz do absurdo da sua tese de fundo, a verossimilhança do romance fica completamente comprometida, e as suas afirmações desatinadas caem por seu próprio peso. Há demasiada invenção, demasiada maldade, demasiada perversão para que seja ao menos verossímil. Os leitores mais inocentes, no entanto, podem ficar com a idéia de que a Igreja Católica, e em particular o Vaticano e o Opus Dei, é uma instituição pouco digna de confiança. | |
| Críticas a ‘O Código Da Vinci’ em jornais de prestígio Recentemente foi publicado no Brasil um romance intitulado ‘O Código Da Vinci’ (Dan Brown, editora Sextante). Com a desculpa de ter escrito um livro de ficção, o autor apresenta uma imagem muito negativa da Igreja Católica e do Opus Dei, que não correspondem absolutamente à realidade. Publicamos, abaixo, uma seleção de avaliações do livro publicados pelos principais jornais norte-americanos e britânicos.
13 de Abril de 2004
The Times (Londres) Santa Farsa
Por Peter Millar 21 de junho de 2003
“O título O Código Da Vinci deveria ser uma advertência, evocando a fórmula infame de Robert Ludlum: um artigo definido, uma palavra comum, e um epíteto exótico posposto”.
“De “A Herança Scarlatti”, através de “O Círculo Matarese” e até “O Engano Prometheus”, Ludlum teceu uma trama de roteiros extravagantes, protagonizados por personagens estereotipados que têm diálogos ridículos. Temo que Dan Brown seja o seu digno sucessor”.
“Este livro é, sem dúvida, o mais imbecil, inexato, mal informado, estereotipado, e enlatado exemplo de pulp fiction que já li”.
“Já seria ruim o suficiente que Brown tivesse entrado num frenesi de New Age, tentando unir o Graal, Maria Madalena, os Templários, o Priorado de Sion, os Rosa Cruz , os números de Fibonacci e a Era de Aquário. Mas o pior é que ele o faz com muito pouca habilidade”.
“Os editores de Brown apresentaram um punhado de comentários elogiosos de escritores norte-americanos de thrillers de segunda linha. Só posso deduzir que a razão para o seu louvor excessivo foi porque as suas obras, quando comparadas com este livro, parecem obras de arte...”
Catholic News Service Uma trama disfarçada de verdade histórica em “O Código da Vinci”
6 de junho de 2003
Por Joseph R. Thomas
Para ser sucinto, “O Código Da Vinci” é um romance demasiado longo, demasiado vendido e exagerado (...). O romance distorce a história da Igreja, dando nova roupagem à velha heresia Ariana, entretecendo fatos históricos e pseudo-históricos”.
“Brown mistura fatos reais com especulação e fantasia, de tal forma que o resultado final tem uma aura de historicidade. Para um escritor, essa é uma habilidade de grande valor. Mas, como qualquer habilidade, pode ser utilizada para um fim desonesto. Em ‘O Código Da Vinci’, é utilizada para questionar os fundamentos da fé cristã e para atacar a Igreja num formato — o romance — na qual normalmente não se espera encontrar uma trama fantasiada de verdade histórica”.
Chicago Sun Times Ataques contra católicos, mais uma vez
Por Thomas Roeser 27 de setembro de 2003
“Na nossa sociedade “correta”, uma declaração considerada racista, anti-semita, contrária às mulheres ou aos homossexuais desqualificará o seu autor por muitos anos — mas o mesmo não ocorre com relação a insultos a Jesus Cristo e àqueles que seguem os seus ensinamentos. Longe disso: Aumente as desgastadas histórias de conspiração católica até chegar à extensão de um livro, e isso poderá torná-lo rico e famoso, como acabou de acontecer com um tal Dan Brown, autor de O Código Da Vinci”.
“O romance mistura realidade e ficção, como um filme baseado em fatos reais, e lança conjecturas sem fundamento sobre o catolicismo”.
“A suposta “pesquisa” de Brown se deriva de teorias feministas extremistas”.
“Estas excêntricas suposições se misturam com a realidade e com pesquisas mal feitas”.
“Este romance faz parte de um gênero que apresenta um raivoso estereótipo do catolicismo como um vilão. Embora o ódio ao catolicismo impregne todo o livro, nenhuma parte da Igreja recebe mais ataques que o Opus Dei”.
New York Daily News Código quente, crítica ardente
Por Celia McGee 4 de setembro de 2003
“[Dan Brown] extrai muitos dados de dois trabalhos anteriores de pesquisa amadora: “The Templar Revelation: Secret Guardians of the True Identity of Christ” e “Holy Blood, Holy Grail”, uma especulação sobre a descendência de Cristo. Ambos foram desqualificados pela maioria dos especialistas no assunto”.
“Os seus erros crassos só podem deixar de indignar um leitor que conheça pouco o assunto”.
The New York Times “O Código Da Vinci” desmascara Leonardo?
Por Bruce Boucher 3 de agosto de 2003
“Em vez de um filme, no entanto, parece que há uma ópera à espreita nessas páginas, e o sr. Brown poderia levar à prática o imortal conselho de Voltaire:’Se alguma coisa é muito estúpida para ser dita, pelo menos sempre poderá ser cantada’”.
Our Sunday Visitor Código 'Da Vinci' para atacar os católicos
Por Amy Welborn 8 de junho de 2003
“O Código Da Vinci não é erudito nem desafiador — excetuado o desafio à paciência do leitor. Além disso, não há verdadeiro suspense, o estilo é espantosamente banal, mesmo para o gênero de ficção. É uma confusão pretensiosa, chauvinista e tendenciosa”.
“Quase nada desse cenário é original. A maior parte foi extraída do trabalho de "fantasia disfarçada de história" chamado “Holy Blood, Holy Grail”, e o resto é uma mistura “pérolas” desgastadas e ridículas teorias da conspiração esotéricas e gnósticas”.
“O tratamento que Brown dá à Igreja Católica tampouco é original.Ele repete acriticamente, entre muitas outras mentiras e distorções, a calúnia de que a Igreja foi responsável pela morte de 5 milhões de mulheres acusadas de bruxaria durante o período medieval”.
“Nem ao menos é um romance de suspense bem feito. Há muito pouca ação”.
Pittsburgh Post-Gazette A exatidão do bestseller “O Código Da Vinci” sob suspeita
Por Frank Wilson (Philadelphia Inquirer) 28 de agosto de 2003
“O Código Da Vinci é inexato mesmo quanto aos detalhes (...) os fiéis do Opus Dei não são monges, nem usam hábito”.
“Afirmou-se que o livro é em si mesmo um ataque ao próprio cristianismo”.
Weekly Standard Novos deuses: Um par de best-sellers sobre religião
Por Cynthia Grenier 22 de setembro de 2003
“Podem chamar-me de cética, mas não estou disposta a comprar esse livro. Os rituais que relata são fruto de uma mistura de contos fantasiosos”.
“Se você alguma vez considerou a possibilidade de que o Santo Graal procurado pelos cavaleiros do Rei Artur é na verdade o cálice que contém os ossos de Maria Madalena, então 'O Código Da Vinci' é o seu livro”.
“Alguém deveria dar a esse homem e aos seus editores uma história básica do Cristianismo e um mapa”.
“É bastante atrevido por parte do autor e de seus editores querer empurrar-nos essa barafunda de estupidezes como se fossem fatos reais simplesmente por terem borrifado nomes e detalhes históricos aqui e ali”. | |
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