|
Para se poder compreender o Antigo Testamento
é importante que se conheça a história do povo hebreu, pois sabemos que é
através deste povo que Deus se manifestou à humanidade, e preparou´a para
receber o seu Filho amado.
A história do povo hebreu começou na região
da Caldéia, hoje é o Iraque. Era uma região bem desenvolvida para aquela época,
4000 anos antes de Cristo (aC). Também havia outra grande civilização que era a
do Egito. Entre a Caldéia e o Egito havia pequenos reinos, como a Síria e Canaã
(Palestina). Já havia um código de leis, o Código do rei Hamurabi, por volta do
ano 1800 aC.
Alí vivia o patriarca do povo hebreu, Abrão, depois Abraão
(Gen 17,1s). Deus o chamou para uma terra distante, tirando´o do meio dos pagãos
que adoravam muitos deuses, para formar o ´seu´ povo, de onde nasceria o
Salvador de toda a humanidade.
Para que o Verbo divino pudesse se
encarnar e salvar a humanidade afastada de Deus pelo pecado, Deus preparou este
povo durante cerca de 1800 anos. Esta é a longa e bela história que o Antigo
Testamento nos conta, mostrando a ação de Deus.
Abraão, conduzido por
Deus, deixa a cidade de Ur na Caldéia, e vem para a terra prometida por Deus, a
Palestina, hoje Israel. Alí o povo de Abraão viveu muitos anos.
De
Abraão com Sara nasceu Isaac; de Isaac com Rebeca nasceu Jacó, de Jacó e Raquel
nasceram os 12 filhos que se tornaram depois a doze tribos de Israel (Rubem,
Simão, Levi, Judá, Issacar, Zabulon, José, Benjamim, Dã, Neftali, Gad e Aser). É
importante notar que o número 12 para os judeus se tornou importante, símbolo da
plenitude. Por exemplo, Davi era descendente de Judá, a profetisa Ana era da
tribo de Aser.
No tempo de Jacó na Palestina, uma grande fome assolou o
povo judeu que precisou ir para o Egito, por volta do ano 1600 aC. Deus
providenciou isto aproveitando´se do pecado dos filhos de Jacó, os quais tinham
vendido o irmão caçula José, por inveja, a mercadores que o levaram para o
Egito.
Alí, pela graça de Deus, José se tornou grande e governador do
Egito. Assim, Jacó pode vir para a região do delta do rio Nilo, a mais próspera
do Egito; alí o povo judeu ficou cerca de 400 anos.
Quando o faraó do
Egito morreu, sua descendência escravizou o povo judeu. Deus libertou o seu povo
daquela escravidão através de Moisés (Êxodo), por volta do ano 1250 aC.; fazendo
o povo atravessar milagrosamente o mar Vermelho ´a pé enxuto´, o levou para o
deserto, onde celebrou com o povo, através de Moisés, no monte Sinai, uma
Aliança.
O sinal desta Aliança, que vigoraria até que chegasse Jesus
Cristo, foram as tábuas da Lei. Alí, Deus escreveu ´com o próprio dedo´, os
Mandamentos que o povo devia seguir sempre. Neste momento o povo celebrou a
Páscoa, como um acontecimento a ser lembrado para sempre. O sinal da presença de
Deus era a Arca da Aliança, dentro da qual estavam as tábuas da Lei.
Depois de caminhar 40 anos no deserto o povo chegou a Canaã, a terra
prometida. Essa travessia poderia ter sido feita em apenas duas semanas, mas
Deus deixou o seu povo peregrinar pelo deserto a fim de lhe purificar da
idolatria, e para formá´lo segundo as suas leis, especialmente para aprender o
monoteísmo (adorar o único Deus). Israel conquistou a Palestina (Canaã, terra
dos cananeus), por volta do ano 1200aC., atravessando o rio Jordão, sob o
comando de Josué que sucedeu a Moisés. Israel tomou Jericó e conquistou a
Palestina que foi então dividida em doze territórios de acordo com as doze
tribos.
Houve muitas lutas contra os antigos povos dessa região, mas
Israel, por vontade de Deus, ocupou Canaã. Foi o período dos Juízes, que vieram
após Josué e duraram cerca de 200 anos, até cerca do ano 1000 aC. Os juízes mais
importanes foram Débora, Baraque, Jefté e Sansão.
Assim o povo hebreu
aos poucos foi se organizando e formando um reino no meio dos seus vizinhos:
moabitas, filisteus, jebuzeus, amorreus, etc.. O último juiz, que também era
profeta, Samuel, depois de alguma resistência, por ordem de Deus, sagrou o
primeiro rei de Israel, Saul, por volta do ano 1000 aC.
Saul foi apenas
um rei pequeno e local, coube a Davi, seu sucessor, firmar o poder real,
primeiro sobre a tribo de Judá, e depois sobre as demais tribos, tornando´se
assim, de fato, o primeiro rei de todos os hebreus. Davi reinou 40 anos em
Israel. A ele Deus prometeu através do profeta Natan que um dos seus
descendentes seria o ´Rei eterno´ (2Sm 7, 1´17). Davi foi sucedido por seu filho
Salomão, no ano 970 aC.
Salomão fez aliança com Tiro e com o Egito e
construiu o Templo de Jerusalém. O filho de Salomão, Roboão sucedeu´lhe depois
de 40 anos; mas no ano 930 houve um grande desentendimento entre as doze tribos
de Israel (Cisma) e o reino se dividiu em duas partes: as 10 tribos do Norte
separaram´se das tribos do Sul, Judá e Benjamim.
Roboão tornou´se o rei
das tribos do sul, Judá, com sede em Jerusalém, enquanto Jeroboão, também filho
de Salomão tornou´se rei das tribos do Norte, com sede em Siquém na Samaria.
Este foi o tempo dos profetas Elias (850 aC) e Eliseu.
Os profetas
Isaías (primeira parte) e Miquéias (725 aC) atuaram junto às tribos de Judá,
enquanto os profetas Elias, Eliseu, Amós, Oséias (750), atuaram junto ao reino
do norte.
O reino do norte teve duração de aproximadamente 200 anos; no
ano de 722 aC, o rei da Assíria, Sargão II conquistou a Samaria e levou o povo,
das tribos do norte, cativo para a Assíria. Gente da Mesopotâmia e da Síria foi
trazida para a Samaria e se misturaram com os que ainda alí ficaram. Por isso é
que os judeus eram inimigos dos Samaritanos, pois os julgavam pagãos.
O
reino de Judá, com a sede em Jerusalém, continuou a existir entre os reinos do
Egito e da Assíria. Logo em seguida a Assíria foi dominada por Babilônia. A
Assíria e a Babilônia formavam a chamada Mesopotâmia, hoje no Iraque.
Do
período de 722 aC até a queda de Judá na mão dos Babilônios (578 aC), atuaram em
Judá os profetas Jeremias, Sofonias, Naum, Habacuc e Ezequiel.
No ano de
622 aC o rei Josias, de Judá, agora Israel, promoveu uma grande reforma
religiosa e social, mas de poucos resultados. Em 598 aC o rei Nabucodonosor, da
Babilônia, que já tinha subjugado a Assíria no ano 612 aC, ocupou Jerusalém, e
fez da Judéia um estado vassalo (dependente) e levou parte da população para a
Babilônia.
O rei, os grandes do reino, os chefes das empresas e sete mil
guerreiros foram deportados para a Babilônia. Não se tratava propriamente de um
cativeiro, mas de um exílio; os deportados receberam autorização para se
estabelecerem onde quisessem, de cultivar a terra, de comerciar e de se
dedicarem às indústrias e, até mesmo de se organizarem em comunidade.
O
que mais lhes causava pesar, não propriamente o cativeiro, mas as saudades da
pátria e da vida religiosa e nacional, bem como a decepção de se verem vivendo
no meio de pagãos. O salmo 136 mostra bem este desespero.
Infelizmente,
sob a influência pagã o povo judeu foi se corrompendo em seus costumes e foi
adotando os ritos da idolatria dos babilônios. Foi então que surgiu o profeta
Ezequiel, em 593 aC, no exílio, antes da segunda deportação que ocorreu em 587
aC.
Nabucodonosor deixou em Jerusalém, como vice´rei, Sedecias, que se
revoltou contra a Babilônia. Por causa desta revolta, Nabucodonosor tomou
novamente Jerusalém e a incendiou em 589 aC. Quase todo o resto do povo foi
levado para a Mesopotâmia em 587 aC, ficando Jerusalém sob o governo dos
caldeus. Foi a segunda deportação para a Babilônia.
No tempo do exílio
atuaram os profetas Ezequiel e Abdias, e é desta época a segunda parte do livro
de Isaías.
Algum tempo depois, no ano 538 aC, o rei da Pérsia, Ciro,
tomou a Babilônia, e assinou um Edito autorizando os judeus a voltarem para
Jerusalém sob os cuidados de Zorobabel. Os persas não colocaram dificuldades
para Israel viver o seu culto a Deus, mas após a volta foi um período difícil
para Israel.
Os que voltaram do exílio foram mau recebidos pelos que
estavam na Judéia, e foi difícil a reconstrução das muralhas da cidade e do
Templo profanado e destruído. Foi um período sem reis, em que o povo procurou
organizar´se como uma comunidade religiosa.
Após o exílio atuaram o
governador Neemias e o sacerdote Esdras que tiveram um papel muito importante na
vida de Israel após o exílio. Nessa época atuaram os profetas Ageu (520 aC),
Zacarias (520 aC), Abdias, Malaquias, Joel, e a última parte de Isaías (11
últimos capítulos).
Graças à ação dos profetas, Israel, um povo pequeno
e sem qualquer expressão, se tornou fiel a Deus, mesmo no exílio. Os profetas
foram os primeiros personagens a revelarem o rumo e o sentido da História,
apontando para o futuro Messias. Eles souberam mostrar que no mundo só haverá
harmonia quando a vontade dos homens se unir à santa vontade de Deus. É uma
lição que o mundo ainda não aprendeu. Souberam mostrar a Israel que ele era o
que devia ser um dia toda a humanidade resgatada, ´sacerdócio régio, nação
santa, povo escolhido´.
No ano de 338 aC a Palestina inteira foi
conquistada por Alexandre Magno rei da Macedônia, que venceu os persas em 331 aC
(batalha de Arbelas) que dominavam a Palestina no tempo da volta do exílio.
Alexandre teve vida curta (†323 aC) e seus generais e as suas dinastias passaram
a governar os territórios que ele deixou, dividindo entre eles o grande império
grego.
Ptolomeu I Lago ficou com o Egito e, a partir de 295 aC com a
terra de Judá. O domínio desta família se estendeu até o ano 198 aC, sem
incômodos religiosos para Israel, exceto no reinado de Ptolomeu IV, de 221 a 203
aC. Em 198 aC, Antíoco III, que reinava na Síria, venceu Ptolomeu IV na batalha
de Panion, e passou a dominar a Palestina. Não atrapalhou a vida religiosa dos
judeus e respeitou o Templo. O seu sucessor Seleuco IV (187 ´ 175), também
deixou os judeus em paz religiosa até o último ano do seu reinado quando tentou
depredar o Templo de Jerusalém (2Mac 3, 1´40).
O rei seguinte, Antíoco
IV Epífanes (175´163), ocupou Jerusalém e quis impor aos judeus costumes pagãos
(a helenização), com anfiteatros, estádios esportivos, consumo de carne de
porco, etc.. Antíoco IV Epífanes profanou o Templo ao construir nele um altar ao
deus Zeus (Júpiter).
O sacerdote Matatias levantou´se como chefe de
guerrilha e guerra santa contra os sírios, com os seus filhos João, Simão,
Judas, Eleazar e Jônatas (1Mac 2, 1´4). Foi a época da revolta dos Macabeus;
liderados por Judas Macabeu (166´160 aC), Jônatas (160´142 aC) e Simão (142´134
aC), que sairam vitoriosos e a Judéia viveu 130 anos de independência, o que
aconteceu poucas vezes.
É desta época (160 aC) o surgimento na Palestina
de uma espécie de ordem monástica chamada ´filhos da luz´, ou essênios, que
viveram fora do mundo, no deserto. Por volta do ano 140 aC, o seu chefe, que
chamavam de ´mestre da justiça´, fundou uma colônia às margens do mar Morto, em
Qumran. Era uma grande comunidade com cerca de 4000 pessoas, aguardavam
ansiosamente a chegada do Messias e estavam certos de que no dia do juízo, todos
morreriam, menos eles.
Em 1947 foram descobertos preciosos documentos
que esses monges esconderam quando Israel foi arrasado pelo general romano Tito
em 70 dC. Os essênios desapareceram após a guerra da Judéia com Roma (66´70 dC).
De 134´104 aC reinou na Judeía João Hircano, filho de Simão Macabeu;
Aristóbulo I, filho de João Hircano; de 103´76 aC reinou Alexandre Janeu, filho
de João Hircano; de 76´67 aC reinou Alexandra, neta de Alexandre Janeu; de 67´63
aC reinou Aristóbulo II, filho de Alexandre Janeu, quando o general romano
Pompeu invadiu a Judéia.
Sob o domínio dos romanos, reinou de 63´40 aC,
Hircano II, filho de Alexandre Janeu; em 40aC os partos invadiram a Judéia. De
37 ´ 4 aC, Herodes o Grande reinou na Judéia.
No ano de 140 aC foi
coroado rei´sumo sacerdote Simão Asmoneu, e Israel restabeleceu as fronteiras do
tempo de Salomão. A sua administração estava nas mãos da família de Matatias (os
Asmoneus ou Macabeus), que infelizmente não foram bons governantes, tornaram´se
déspotas medíocres, e com o tempo foram cedendo aos costumes pagãos.
Além disso os Asmoneus não eram descendentes de Davi, por isso eram
apenas tolerados pelo povo. Os fariseus, que observavam criteriosamente a Lei,
tentaram depor a dinastia que estava no poder, mas foram sufocados e centenas de
fariseus foram crucificados pelo rei Alexandre Janeu, pai de Hircano e
Aristóbulo.
Os estudiosos acreditam que é da época dos Macabeus o livro
de Daniel. Um autor piedoso quis alentar os judeus perseguidos recapitulando a
história dos últimos séculos e apresentando a época como próxima da vinda do
Messias libertador de Israel (Dn 7,13s).
Por volta do ano 60 aC dois
irmãos disputavam o trono de Jerusalém, Aristóbulo e Hircano. No ano 63 aC, o
general romano Pompeu o Grande, invadiu a Palestina, saqueou o Templo de
Jerusalém, e transformou a Terra santa numa província romana. A Judéia foi então
colocada sob a direção do governador romano da Síria e dividida em quatro partes
(tetrarquias). Júlio Cesar, movido por Antípatro, fez de Hircano sumo sacerdote
hereditário e etnarca, ou regente, da Judéia.
Antípatro recebeu
cidadania romana, isenção de impostos e o cargo de administrador da Judéia, e
era de fato quem exercia o poder. Em 47 aC nomeou seu filho Fasael, governador,
ou tetrarca, da Judéia, enquanto outro filho, Herodes, de vinte e cinco anos, se
tornava tetrarca da Galiléia. Antípatro, seu pai, sabia agradar o povo; induziu
Cesar a conceder aos judeus boas condições de vida: retirou as guarnições
romanas e conseguiu a liberdade religiosa e jurídica para o povo.
Os
judeus puderam reconstruir os muros de Jerusalém, arrasados por Pompeu em 67 aC.
Neste período, Herodes conseguiu libertar a Galiléia dos bandos de salteadores,
que eram um flagelo na região, e executou Ezequias o chefe dos bandidos, o que
era prerrogativa só do Sinédrio, tribunal máximo dos judeus.
Herodes
foi, então, demitido pelo Sinédrio. Foi para a Síria inferior e conseguiu ser
nomeado em Damasco governador romano desta região. Depois casou´se com Mariana,
filha de Hircano, e assim se tornou membro da família real judia.
No ano
de 40 aC o Senado romano outorgou o título de rei da Judéia ao príncipe idumeu
Herodes o Grande, amigo e protegido de Cesar, por ter Cesar sido ajudado por
Antípatro, pai de Herodes, numa situação de guerra muito difícil no Egito. Mas
só no ano 37 aC, Herodes conseguiu, com a ajuda dos romanos, tomar Jerusalém.
Foi este Herodes, chamado de o Grande, que mandou matar os inocentes no
tempo do menino Jesus. Morreu no ano 4 aC. Não confundir com Herodes Ântipas (o
´tetrarca Herodes´), seu filho, que mandou degolar João Batista, já por volta do
ano 30 dC (depois de Cristo). Herodes o Grande, reconstruiu a fortaleza de Baris
em Jerusalém, em 20 aC, reconstruiu e ampliou o Templo de Jerusalém que
Zorobabel construiu na volta do exílio. Reconstruiu a cidade de Samaria e
deu´lhe o nome de Sebastié, o equivalente do nome grego Augusta. Herodes mandou
matar sua esposa Mariana, a quem ´muito amava´, e os filhos Antípatro,
Aristóbulo e Alexandre. Sobraram Ântipas, Filipe e Arquelau. Arquelau tornou´se
mais tarde etnarca da Judéia por dez anos (4 aC ´ 6 dC), por Cesar Augusto, e
Ântipas tetrarca da Galiléia e da Peréia (terras a leste do Jordão) (4aC ´
39dC).
Filipe tornou´se governador de três regiões do reino, entre elas
a Cesaréia de Filipe, citada em Mt 16, 16s. Herodes Agripa I sucedeu a Herodes
Ântipas na tetrarquia da Galiléia de Peréia, nomeado pelo Imperador romano. Os
Herodes eram educados em Roma.
No tempo do nascimento de Jesus, dos
quatro milhões de judeus, cerca de três milhões viviam em terras estrangeiras.
Esse fenômeno foi chamado de Diáspora ou dispersão. Esses judeus, fora da
Palestina, traduziram a bíblia para o grego, especialmente em Alexandria no
Egito, já que se falava o grego em todo o território dos romanos.
Com a
queda do brutal Arquelau em 6 dC, a Judéia foi transformada por Cesar Augusto em
província romana com um procurador romano a governá´los nos anos 6 a 41 dC; o
que foi para os judeus um golpe esmagador. Os judeus não cessaram de buscar a
sua independência, e sempre surgiam insurreições contra os romanos.
O
procurador romano nomeava o Sumo Sacerdote dos judeus, que era o chefe do
Sinédrio. O quinto procurador romano da Judéia foi Poncio Pilatos (27´37 dC)
nomeado por Tibério sucessor de Cesar Augusto. Do ano 37 a 44 dC, a Judéia e a
Samaria foram governadas por Herodes Agripa I, sobrinho de Herodes Ântipas (o
´tetrarca Herodes´). Foi Agripa quem perseguiu os cristãos, matou o apóstolo
Tiago maior, e prendeu Pedro (At 12, 1´23).
Agripa I deixou os filhos
Marcos Júlio Agripa (Agripa II), Berenice e Drusila. Da morte de Agripa I (44
dC) até a queda de Jerusalém (70 dC) foi um período muito violento para Israel.
O imperador romano Claudio impôs novamente um procurador romano (Cáspio
Fábio) para governar a Judéia, o que não foi bom; em 52 dC o procurador Antonio
Felix governou a Judéia (At 23,24); foi sucedido em 60 dC por Pórcio Festo.
No ano 48dC o imperador Cláudio colocou Agripa II, filho de Agripa I,
que tornou´se mais poderoso quando Nero em 54 dC tornou´se imperador romano.
Por causa das insurreições, no ano 70 dC, o general romano Tito invadiu
e destruiu Jerusalém, terminando aí a história dos antigos israelitas.
Jesus nasceu antes do ano 5 da nossa era, sendo imperador de Roma
Tibério. Devido a um pequeno erro cometido pelo monge Dionísio, que na idade
média, marcou o ano zero. Jesus morreu provavelmente no ano 30 da nossa era.
Do livro ´Escola da Fé II´ do prof. Felipe de Aquino
|