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Na Igreja de São Silvestre, em Turim, existe uma capela dedicada ao Corpo de Deus. Deve-se sua existência a um milagre.
Em 1453 deflagrou uma guerra entre franceses, saboianos e piamonteses. Na guerra, infelizmente, nada se respeita e assim aconteceu que a Igreja de Crelles, no Piemonte, foi saqueada pelos soldados. Um soldado ímpio chegou a arrebentar a porta do sacrário e roubar a âmbula onde se guarda a Santa Hóstia.
Para poder levar o seu roubo mais seguramente, colocou a âmbula, junto com outros objetos roubados em um saco, e tudo, sobre uma jumenta.
Percorreu várias aldeias e chegou a Turim onde o crime se revelou por um grande milagre.
Ao passar em frente à Igreja de São Silvestre, o animal parou e nenhuma força humana conseguiu fazê-lo prosseguir. O malvado maltratou o animal, quase até matá-lo, mas em vão. Por acaso, abriu-se o saco e, abrindo-se, a âmbula apareceu. O soldado, com medo que descobrissem seu roubo, quis apanhar a âmbula e novamente escondê-la. Eis o milagre: A âmbula se elevou aos ares, irradiando luz.
O povo aglomerou-se admirado e vieram pessoas de todos os pontos da cidade.
Entre o povo, estava o Padre Ciconio, que correu apressadamente ao palácio do bispo, para lhe contar o ocorrido.
O senhor Bispo, acompanhado de outros sacerdotes correu para frente da igreja onde o fato ocorreu e prostrou-se em terra para adorá-la. A âmbula, lentamente desceu e colocou-se debaixo do cálice, Enquanto isso, a Hóstia começou vagarosamente a descer, vindo pousar sobre o cálice.
O povo prorrompeu em aplausos e vivas a Jesus Sacramentado.
Formou-se uma grande procissão e a Santa Hóstia foi levada para a Catedral, onde por muito tempo ficou exposta à adoração.
Para perpetuar a lembrança e para expiar as injúrias e sacrilégios contra a Santíssima Eucaristia, foi construída a “Capela do Corpo de Deus” e foi fundada a Irmandade da Adoração Perpétua.
Nas paredes desta capela há várias pinturas representando o milagre.
Extraído do livro : Leituras Eucharisticas – 1935 Ed. Vozes Frei Mariano Wentzen OFM, cedido pela amiga Geralda maia de Caxambu MG
Colaboração de Maria de Lourdes Salles e Passos – Niterói RJ
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