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As IRMÃS DE CARIDADE NO HOSPITAL DE HEIMS PDF Imprimir E-mail
04-Out-2003

Desde 1902 o governo francês começara a seqüestrar os conventos, expulsando os religiosos. Em Reims havia um Hospital para doenças asquerosas, dirigido pelas irmãs de Caridade. Parecia que o governo esquecera essas Irmãs. Mas, certa manhã apresentava-se uma comissão de homens bem vestidos. Eram membros do Conselho Municipal.

Tinham vindo inspecionar a casa e dirigir um relatório ao governo, a fim de se decretar a expulsão das Irmãs.

Exigiram, pois, da Superiora que lhes mostrasse as salas e todas as dependências do hospital. Ela os levou, prontamente a primeira sala onde estavam os doentes de cancro. Eles logo demonstraram que ali não era agradável, pois só viam feridas nojentas e respiravam um ar infecto.

Chegaram à segunda sala repleta de homens que sofriam de doenças ainda mais repugnantes. O mau cheiro era insuportável.

Apressadamente percorreram as demais salas, ansiosos para abandonar logo este hospital cheio de miséria.

Todos estavam pálidos e incapazes de falar. Afinal, um pergunta à Superiora:

- Senhora, há quanto tempo está aqui?

“Quarenta anos”.

Quarenta anos?... Há quarenta anos?... Mas onde tirou coragem e força para suportar esta casa? “Quem nos dá força é a Santa comunhão. Ninguém viveria aqui, sem este alimento sagrado”.

Os homens se retiraram cheios de admiração por estas heroínas, que, no entanto, são vítimas de perseguições.

AS Irmãs ficaram porque não encontrariam pessoas como elas, que se dedicassem com tanto carinho aos infelizes infectados. Jesus tem pena de quem sofre, dos doentes. A Santa Comunhão é o alimento das almas, é o pão da vida, é o pão dos fortes, é o pão dos heróis. Fraco e covarde é só quem não come este pão. Incapaz de se vencer, de fazer um sacrifício é só aquele que nunca, ou raras vezes comunga.

Extraído do livro Leituras Eucharisticas de 1935 – Ed. Vozes (cedido pela dileta amiga Geralda Maia de Caxambu – MG) Página 50
Lourdinha Passos JMJ

 
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