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A Sagrada Escritura nos narra o espetáculo grandioso que se deu com a arca da aliança, quando os israelitas atravessaram o Jordão. As águas do rio represaram-se como uma muralha, deixando a arca passar livremente.
O profeta rei David, decantando este milagre no salmo 113 pergunta ao Jordão: -“Que tinhas tu, o´ Jordão, que voltaste para trás? E vós montes que saltastes como carneiros? E vós outeiros, como cordeiros?” Ele mesmo responde: “Treme terra na presença do Senhor, na presença do Deus de Jacó”. As criaturas irracionais respeitam o seu criador desse modo. Não são poucos os exemplos que nos demonstram, na era cristã, como as criaturas irracionais e inanimadas a seu criador e Senhor escondido na humilde partícula da Santa Hóstia. Assim, se deu um belo milagre em Avignon em 1443.
Como as águas do Jordão respeitaram milagrosamente a arca do Senhor, assim, as águas turbulentas de uma terrível enchente respeitaram admirável e divinamente o Santíssimo Sacramento do Altar.
No dia 24 de novembro de 1443, havia solene exposição do Santíssimo em uma capela de Avignon. De tarde desabou um fortíssimo temporal sobre a cidade, fazendo com que todos os que se achavam fora de casa corressem em busca de abrigo. Uma chuva torrencial alagou ruas e praças. As águas invadiram as casas causando grande pânico.
Também aquela capela foi invadida pelas águas, que atingiram a altura de quatro pés, mas, diante do altar pararam, para atestar seu respeito perante o seu criador, presente na Hóstia.Passado o primeiro susto, os fiéis lembraram-se do Santíssimo e pensaram em salvá-lo. Correram, pois, à capela que estava inundada. Mas, ó prodígio estupendo! As águas não somente respeitaram a capela-mor, mas até deixaram no meio um corredor seco. De modo que os fiéis podiam se aproximar do altar sem molhar os seus pés.Este milagre durou várias horas e foi admirado por muitas pessoas que acorreram para apreciar esta bela e estupenda manifestação do poder de Jesus Sacramentado.
Foi enviada a Roma a narração minuciosa deste milagre. O Papa depois de ter escrupulosamente averiguado e reconhecido a verdade do ocorrido, concedeu indulgência plenária a todos os fiéis, que no dia 30 de novembro, recebessem naquela capela a santa Comunhão.
Quis, dessa maneira, aprovar e perpetuar a lembrança deste belo acontecimento.
Oxalá que as águas turbulentas das paixões e do pecado jamais invadissem o santuário da nossa alma, por respeito a Jesus, que nela reside e repousa pela santa comunhão.
Extraído do livro: Leituras Eucarísticas - 1935- Frei Mariano Weintzen - OFM Ed. Vozes. 23 - O MILAGRE de AVIGNON (Pág.280)
Colaboração de Lourdinha/Abel Passos-Paróquia de São Francisco Xavier-Niterói /RJ - Pároco: Pe. Pedro (Orionita)
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