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Eleonora era a esposa do Imperador Leopoldo I.
Sua bondade e suas grandes virtudes fizeram-na estimada dos nobres do Império e de todos da nobreza. Diariamente assistia a Santa Missa. Certa vez, um Príncipe lembrou-lhe de que não deveria ficar tanto tempo de joelhos ao que ela respondeu: “Nenhum de vós toma a liberdade de se sentar na minha presença. Como poderei ter menos respeito diante da Majestade Divina?”
Sua devoção predileta era Jesus na Eucaristia.
Certa manhã, assistiu a Santa Missa, ficando depois ainda por longo tempo em fervorosa oração. Quando se levantou, notaram os presentes, com grande susto, que a imperatriz se apoiava no genuflexório e estendia os braços às apalpadelas, pois tinha ficado cega, repentinamente.
E este triste fato causou grande alvoroço no palácio. Ela ouvindo as lamentações disse calmamente: “Não precisam ter pena de mim, sinto-me feliz, MEU ÚLTIMO OLHAR, lancei-o sobre Jesus, quando o sacerdote elevava a Santa Hóstia, na Consagração”.
Ao apagar-se a minha vista, vi o mais belo, o mais grandioso espetáculo que olhos humanos poderão ver.
Foi uma grande mercê de Deus. Não tenho desejo algum de ver outra coisa”
Seu último olhar aqui na terra foi dirigido a Jesus e o primeiro na eternidade.
JMJ
Extraído do livro da Ed. Vozes: Leituras Eucharisticas de 1935 - Frei Mariano Wentzen Cedido pela dileta amiga de Caxambu - MG, Geraldinha Maia.
Colaboração de Abel e Maria de Lourdes Salles e Passos – São Francisco - Niterói – RJ
Paróquia São Francisco Xavier - Padres: Pedro Pereira de Morais e Rafael Caldeira Barreto(Orionitas)
28- O Último Olhar (Pág. 113)
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