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Da fé e reverência à Santíssima Eucaristia nasce o respeito ao sacerdote. São duas flores da mesma haste. Uma e outra se apóiam mutuamente. Uma e outra agradam a Deus e atraem as bênçãos divinas.
A história assim nos prova. Dos numerosos exemplos, cito apenas o da vida de Rodolpho de Habsburgo, da Casa Imperial da Áustria.
Rodolpho era conde, morava no seu castelo chamado Habsburgo, no sul da Alemanha. Dedicava-se com muito gosto à caça.
Certo dia andava a caçar, quando de repente, ouviu o som de uma campainha. Toda a sua atenção voltou-se para o lugar de onde julgara emanarem os sons.
Viu um sacerdote que levava o Santo Viático a um moribundo.
Logo, apeou do cavalo, para adorar a Jesus na Santa Hóstia. Depois, notou que o sacerdote queria tirar os sapatos, para atravessar a pé um pequeno riacho. Rodolpho puxou logo o seu cavalo pelas rédeas e o levou ao sacerdote , oferecendo-lhe para que cavalgasse. O padre aceitou e se dirigiu ao doente. No dia seguinte, foi ao castelo procurar o conde para agradecer e lhe restituir o cavalo.
Mas, o conde não quis saber de agradecimentos e nem aceitou o animal. Como hei de montar num cavalo, disse ele, que transportou meu Deus e Senhor? Que sirva agora ao meu Deus!
O sacerdote agradeceu sensibilizado pelo gesto nobre do conde e quase inspirado por Deus, afiançou-lhe que havia de receber a justa recompensa de Nosso Senhor.
Alguns anos depois, aquele sacerdote era capelão do Bispo-Príncipe de Moguncia. Este era um dos sete príncipes do Império, que tinham de eleger o Imperador.
Ora, havia já anos que a Alemanha estava sem Imperador. Reuniram-se, pois, os príncipes para proceder à eleição.
O dito sacerdote chamou a atenção do Bispo-Príncipe para a pessoa do Conde Rodolpho. E, de fato, os príncipes deram os seus votos a Rodolpho e o escolheram para ser o Rei da Alemanha e Imperador Romano.
Nas festas da Coroação o mesmo sacerdote, quase inspirado por Deus, profetizou que a Casa de Habsburg havia de ser grande e poderosa e reinar por muitos séculos. Realmente a Casa de Habsburg tornou-se celebérrima e durante oito séculos esteve ela à testa da política européia, distinguindo-se por sua seriedade e lealdade. Assim, Deus retribuiu o gesto de respeito e veneração com o qual o conde honrara o Santíssimo Sacramento e o sacerdote.
A Casa Imperial conservou-se fiel no seu amor ao Santíssimo Sacramento, pois em nenhuma cidade se fazia a procissão do Corpo de Deus com tanta pompa e solenidade como em Viena. O Imperador tomava parte oficialmente, assim como toda a corte, os príncipes e todos os nobres do império.
Deus abençoa aqueles que o veneram no seu Sacramento e que respeitam o seu sacerdote.
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JMJ – Que o Santíssimo Sacramento faça parte de sua vida sempre, alimentando-a e protegendo-a!
Extraído do livro da Ed. Vozes: Leituras Eucharisticas de 1935 - Frei Mariano Wentzen Cedido pela dileta amiga de Caxambu - MG, Geraldinha Maia.
Colaboração de Abel e Maria de Lourdes Salles e Passos – São Francisco - Niterói – RJ
Paróquia São Francisco Xavier - Padres: Pedro Pereira de Morais e Rafael Caldeira Barreto(Orionitas)
29- Rodolpho de Habsburgo (Pág.119)
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