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“Apparuit benignitas D.N.J.Christi”, escreve o apóstolo Paulo. “Apareceu a benignidade e a caridade de Deus nosso Salvador” (Tit.3,40). Jesus pregou a caridade com palavras e exemplos.
Na bela parábula do servo mau, ilustra os nobres sentimentos do seu coração divino. É seu desejo que vivamos em união e harmonia como filhos do mesmo Pai Celeste. A caridade mútua atrai as graças do céu.
Deus é a caridade. Onde falta caridade, Deus também não está. Pois canta a Igreja na quinta-feira santa: “Ubi caritas et amor, Deus ibi est”. Onde há amor e caridade, Deus aí está! Sem esta caridade mútua não podemos amar a Deus. São João afirma: “Como pode alguém amar a Deus, a quem não vê, se não ama o seu próximo a quem vê?” (Jo 4,20). Amemo-nos, pois, uns aos outros, cumprindo a vontade do nosso Deus, que nos deu o grande mandamento: “Amarás teu Deus e Senhor de todo o teu coração e a teu próximo como a ti mesmo”.
Ó Divino Salvador, que nos viestes ensinar a Lei do Amor, daí-me a graça de guardar fielmente este grande preceito. Por amor de vós, quero tratar a todos com respeito e verdadeira caridade, mostrando-me filho de Deus, nosso Pai.
Evitarei, tudo o que possa perturbar a harmonia entre os meus amigos, ou membros de minha família! Notemos que Jesus, consolidando a grande Lei do Amor, tomou-a como Lei do Seu Coração, pois declarou na última ceia: “Um novo mandamento vos dou, que vos ameis uns aos outros como eu vos amei. “Este é o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros”.
E mais uma vez: “Nisto todos conhecerão, que sois os meus discípulos, se vos amardes, uns aos outros”(Jo 15).
Ó meu Divino Redentor! Que insistência a vossa em nos obrigar à mútua caridade! Quem poderá resistir a este vosso pedido?
Como não hei de cumprir esta vossa ordem, este desejo do vosso coração?
Perdão Jesus pelas faltas que cometi contra este vosso preceito.
Achareis, Dora em diante em meu coração a rosa da caridade: “Quero cultivá-la para que seu doce perfume delicie o vosso coração, que é todo AMOR!”
Jesus, manso e humilde de coração, fazei meu coração semelhante ao vosso!
A comunhão freqüente é o alimento fortificante do Amor ao Próximo. Nela recebemos Jesus, a benignidade divina. Na Santa Comunhão, nosso coração frio e rebelde une-se ao coração de Jesus, incendiado em chamas de verdadeira caridade. Essas chamas, necessariamente, hão de inflamar também o nosso coração. É portanto, de grande utilidade comungar freqüentemente mormente quando sentimos em nosso coração aversão ou antipatia por alguém.
O amorosíssimo Coração de Jesus que recebemos na Santa Comunhão, há de desfazer este sentimento negativo.
“Dai-me a graça de que eu, pela Santa comunhão tenha e sinta somente amor sincero e cristão para com todos, que vosso coração ama.
Resolução: Tirar do meu coração todos os sentimentos de raiva, de ódio e antipatia A minha próxima comunhão, oferecerei para que desapareçam as inimizades entre os cristãos.
JMJ -------------------------------------------- Extraído do livro da Ed. Vozes: Leituras Eucharisticas de 1935 - Frei Mariano Wentzen, Cedido pela dileta amiga Geralda Maia, de Caxambu – MG
Colaboração de Abel e Maria de Lourdes Salles e Passos – São Francisco - Niterói – RJ
Paróquia São Francisco Xavier - Padres: Pedro e Rafael (Orionitas)
ESTE É O MEU MANDAMENTO (Pág.207)
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